RESULTADO DA PROMOÇÃO!!!!

AEEEEEEE!!!

Confere ae queM vai levar os plays, adesivos, peita e A PLAYLIST!!

1. Cds + adesivos + peita + playlist

Carlos F. / @orphen


2. Cds + adesivos + peita 

Hominis Canidae / @hominiscanidaee

3. Cds + adesivos

Flávio / @xflaviox


4. CDS + adesivos

Hand Satanizer / @raz0rb


5. CDS + adesivos

Stephen Stims / @stevestims

Os prêmios serão enviados na semana do dia 05/01. 

Valeu quem participou! Em janeiro tem outra… HAILZ!



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Playlist: Marcelo (HUTT)

Finalmente saiu essa playlist! 

Não por conta dele hehe, mas primeiro que toda vez eu pensava em pedir esse lance pro cara, acontecia alguma coisa e eu esquecia, depois lembrava, depois esquecia… Até que um dia peguei o bicho online, em uma das raríssimas exceções que isso acontece, e finalmente arranquei o post dele. 

Até aí beleza, ele fez, me mandou rapidão e olha que teve um puta trampo, mandou bem pra caralho, porém o mongo aqui tá num corre animal e não conseguiu fazer antes, portanto são 13 dias desde que ele me mandou! UM RECORD ABSOLUTO do descaso, da demora, da falta de consciência pública e da má-vontade cabulônica.

Enfim, está aí… Marcelo Appezzato, da maior corporação cinematográfica do Brasil, a Black Vomit, e o monstruoso vocal do monstruosérrimo HUTT, que acabou de lançar o Monstruário, via Criminal Attack (selo do Bruno, um truta doidão dos rock da vida) e é seguramente um dos discos mais foda do ano. 

Aliás caras, antes de ler a playlist e começar a baixar os plays que estão aí, ouça esse play do Hutt e compre esse disco, pelo amor dos Georvázeos. Toda a arte do bagulho é animal, vale cada centavo que você gastar e nem to fazendo lobby, mas esse disco TEM que ter.

MP3 Worshipers FUCK OFF!  

Cara, eu estou numa fase em que pego muito pouca coisa nova.

Continuo ouvindo as mesmas coisas que ouvia em k7 quando era moleque. Faço parte do CLUBE DOS 12: Distintos cavalheiros e senhoritas que se recusam à evoluir da idade mental de 12 anos. Pelo menos no que diz respeito à música.

Então vou citar alguns dos álbuns mais importantes na (de)formação do meu caráter.Vamo lá:

CRYPTIC SLAUGHTER - CONVICTED

Puta bagaceira desgraçada!!

Enquanto o D.R.I.(outra banda que amo) tirava o pé do acelerador, na segunda metade dos anos 80,esses lazarentos lançam essa jóia rara em forma de microssulco.

Acho que essa onda de “revival thrash/crossover” que tem rolado nos últimos tempos ,pelo menos , serviu pra essa galera mais nova conhecer bandas maravilhosas como o CS.

Convicted e também o Money Talks foram relançados em cd pela Relapse  em 2003 com um monte de bônus.A versão de Low life do Napalm também ficou genial.

Mitch Harris fazendo vocais nos leva ao próximo play.

DEFECATION - PURITY DILUTION 

Projeto paralelo de Mick e Mitch Harris do Napalm Death. Esse disco foi gravado em 1989 e eu sou suspeito pra falar,pois se hoje tô nessa de ter banda e tocar barulheira,grande parte é culpa desses caras.

Mick e Mitch, que na época, lá em Mogi Guaçu, especulávamos serem irmãos (NÃO EXISTIA INTERNET OK?),dividiam os vocais em todas as musicas. As fotos da contracapa eram no quarto do Mick e eu e os camaradas que curtiam som comigo anotávamos os nomes das bandas que estavam nos posters das paredes para procurarmos depois.

Comprei esse play em 93 e tenho ele até hoje no hall dos discos que vão ser enterrados comigo. Não há falta de grana que faça eu vender essa porra! Depois de muito tempo o Mitch gravou sozinho um segundo disco do Defecation mas nem se compara a esse. Acho que sempre foi um disco subestimado.

Todos lembram do Terrorizer (World Downfall também é perfeito), mas Defecation nem todo mundo conhece, mesmo tendo sido lançado no Brasil em 1991 pela rock brigade records. Azar o deles.

INFERNO - TOD & WAHNSINN

Hardcore em estado bruto! Cuspido de um jeito que só alemão sabe fazer.

Capa do Pushead? Músicas de menos de 1 minuto? Tô nessa!!!

Foi gravado em 1983 pelo Harris Johns, no Musiclab na Alemanha. Pra quem não sabe o mesmo produtor e  estúdio  em que o RDP gravou o Brasil e o Anarkophobia. O S.O.D. gravou um cover de Ram it up no Speak English or Die e o próprio RDP gravou 1983 no  Feijoada Acidente.

REPULSION - HORRIFIED

Fiquei sabendo que eles voltaram a tocar algum tempo atrás. Espero  que venham tocar por aqui! De preferência com o HUTT abrindo. Lembro do dia em que fui a galeria do rock e achei o ep “Excruciation”.

Foi um dos melhores dias da minha vida. Na época eu ainda morava no interior. Peguei o busão e fui embora com o disquinho embaixo do braço. Cheguei em casa e acabei passando a noite inteira ouvindo as 2 musicas do play e observando a capa linda. Não conseguia tirar ele da vitrola.

Minha mãe adorou !6 da manhã do dia seguinte ela levanta pra ir trabalhar, abre a porta do meu quarto e lá estou eu sem dormir, com os olhos estalados ouvindo "Helga lost her head" pela centésima vez.

Escola o caralho!!!

FACADA - O JOIO

Orgulho demais de ser amigo desses mazelas!

O disco anterior “Indigesto” já era lindo e agora “O Joio” veio pra provar que o Facada está no topo da lista das melhores bandas de grindcore do mundo.

Nesse disco gravaram  covers do maravilhoso Filthy Christians e do DFC. Se você ainda não tem ,compre com os caras, roube  de alguêm ou troque em crack.

DEPHOSPHORUS - AXIOM

Não entendo porque com toda a tecnologia de hj ainda existem bandas que fazem questão de deixar o som uma merda. Parece que o vocal tá cantando com a cabeça enfiada num balde.Pelo menos as musicas são curtas.

Gostei do som da guitarra. Até que é legal,vou ouvir com mais calma.

ACEPHALIX - INTERMINABLE NIGHT

Noite interminavel, músicas intermináveis.

Os caras são bons mas dava pra fazer uns 4 cds com tanta base e solo.Ainda prefiro o Amebix!!! (N. do IB - Depois encontrei com ele e ele comentou “É que mano, música longa pra mim é Megadeth! - tá certo!)

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Entrevista: Digestor (GHOUL)

GHOUL!!!!!!

De longe uma das bandas mais legais hoje, aliás esse ano saiu o play novo dos caras e com certeza estará em uma caralhada de lista de cds do ano, primeiro porque o bagulho é foda mesmo, segundo por que toda a indumentária faz a banda ser 300 mil vezes mais massa. Veja, eles tem um robô gigante no palco, o rei do mosh, Kill-Bot. 

Eu resolvi trocar meia dúzia de palavras com o simpático cabeça da porra-louquice toda, Digestor (Sean MacGrath) que também é do Impaled, graças à sugestão do komrade @baronshell.

A entrevista ficou massa pra caralho, sério, vale os 10 minutos que você levará pra ler o bang todo. Falamos de um possível confronto entre o Kill-Bot e o Eddie do Iron, o genial clipe da Metallicus Ex Mortis e o porque da alopração toda com o Black Metal. 

Pega a breja, planta a bunda nessa buça de blog e “vamo que vamo”, como diria Nietzsche. 

Cara, eu queria começar perguntando sobre o surgimento do Kill-Bot. Digo, de longe, é a coisa mais foda que poderia acontecer no meio de um show.

Ele foi construído pelo covarde do Ghoul Hunter. Depois que o destruímos pela primeira vez, ele foi revivido por aquele culto ridículo que tomou a Creepsylvania de assalto por um tempo. Agora ele está no fundo do pântano, de onde nunca deveria ter saído.

Você acha que o Kill-Bot poderia dar uma surra no Eddie, do Iron Maiden?

É claro, ele tem uma porra dum CANHÃO DE RAIOS.



O quão distante a Creepsylvania fica de Oakland?

Que merda é Oakland?

 

Através dos anos você colaborou com uma caralhada de bandas, inclusive tocando bateria em algumas delas, entre as quais o fodidíssimo MORBOSIDAD. Algum destes projetos ainda está na ativa?

Sei que o Morbosidad está na ativa, mas nenhum de nós nunca esteve nessa banda. Tentamos devorá-los certa vez, porém. 

(Nota do IB.) Negou o Morbosidad assim como ao Impaled (como verá lá embaixo) afinal ele é o Digestor e não o Sean. 

O clipe de Metallicus Ex Mortis é genial! Queria que você falasse um pouco sobre a criação do vídeo. Vocês acompanharam o trabalho com Aesop e Ezra Dekker ou tudo partiu deles? Por sinal, preciso saber: aqueles desenhos são do Aesop ou do Crud Wizard?

Aesop e o Crud Wizard fizeram o vídeo por conta própria, na verdade. Você percebe que não temos nada à ver com ele porque, no clipe, matamos um Juggalo. Nós nunca mataríamos um Juggalo. Só o aleijaríamos.

Acredito que os desenhos tenham sido uma colaboração entre os dois. Fizeram um bom trabalho, não?




Sei que pra vocês o GHOUL é uma banda de amigos curtindo e tal, mas o público vê a banda como um projeto de grandes nomes do metal americano. Você acha que isso promove a banda, de alguma forma? (Digo isso porque nego vê o line-up e pensa “puta merda, alguns desses caras tocaram no Impaled, Ludicra, WITTR, etc”)

Somos canibais que moram em catacumbas no subterrâneo de um cemitério e não temos nenhuma relação com essas bandas.

 Se tivéssemos qualquer ligação com elas seria certamente para arruinar suas reputações ao invés de enaltecer as nossas. Que fã respeitável de Wolves In The Throne Room se impressionaria com o Ghoul? A gente nem usa incenso no palco!

Se você pudesse programar o Kill-Bot para matar apenas uma pessoa, quem você escolheria: Varg Vikernes ou Glen Benton?

Cê tá louco? Não vou responder isso! (Varg.)

Não é exatamente novidade que vocês alopre tudo relacionado ao Black Metal, seja o Euronymous ou aquele cara com peita do Burzum sendo dilacerado no clipe de Metallicus Ex Mortis. Você diria que tem um problema com essas bandas norueguesas dos anos 90 ou até mesmo com as coisas mais antigas tipo Celtic Frost, Venom, Sepultura antigo…?

Tem muito Black Metal bom por aí, incluindo quem zoamos, mas qualé, né? É mole, tirem essa maquiagem de palhaço e venham curtir com uma banda de verdade!

Uma banda que usa sacos nas cabeças!

As artes do Ghoul sempre saem fodas, quem cuida disso? Vocês dão um tema e o artista tem toda a liberdade pra fazer o trampo? Como funciona o processo?

Eu desenho muitas das camisetas, geralmente baseado em alguma música ou nome de disco. As capas são bem nesse esquema que você descreveu, mas esqueceu de mencionar a parte em que torturamos o artista até que ele tope fazer tudo de graça.

Transmission Zero já nasceu um clássico e tem tudo para ser considerado um dos grandes lançamentos de 2011, quase cinco anos após o espetacular Splatterthrash. Quanto tempo levou entre as composições e as gravações?

Compôr demorou bem mais. Anos, na verdade, já tirávamos folgas para queimar orfanatos, profanar covas e quebrar parquímetros. A gravação em si, demorou só umas semanas.

Dois sons do Transmission Zero têm essa pegada de Rockabilly/Surf Music das antigas (que já tinha rolado em outros discos),  que soa animal e não soam tão estranhas no contexto do disco. É algo planejado ou é só uma jam que vocês decidiram gravar desse jeito?

Que nada, é tudo composto de forma metódica. Só que soa como se não soubéssemos o que estamos fazendo.

Planos para um disco novo do Impaled?

Sei lá, pergunta deles!

Essa é uma pergunta que eu gostaria de fazer por conta do fãs de thrash por aí, lá vai: sei que você é um puta fã de Megadeh, dentre outras bandas e como devemos ter mais ou menos a mesma idade, você cresceu vendo o Big Four se esbofeteando por toda a mídia… Slayer cagando no Metallica, que fazia mesmo no Megadeth, que por sua vez, tentava foder com todo mundo. O que você acha do Big Four? É só pela grana ou eles ficaram velhos mesmo e querem ser enterrados em cemitérios cristãos após alcançar a redenção?

Megadeth ainda manda bem, apesar da triste conversão de Mustaine. As outras bandas bandas eu nem acompanho mais. O Metallica não tinha virado COUNTRY?

Aposto que você respondeu isso um bilhão de vezes, mas nunca pr’um blog brasileiro, então vale à pena: seu vocal é muito parecido com o do Jeff Walker, à ponto de ser preciso teste de DNA pra provar quem é quem e Impaled e Exhumed, bandas em que você tocou, são diretamente influenciadas pelo Carcass.Você acha que isso traz muitas comparações ao Ghoul? Te chateia responder esse tipo de pergunta ou é um negócio já automático?

INICIANDO PILOTO AUTOMÁTICO… PILOTO AUTOMÁTICO ATIVADO… Eu amo Carcass e os vocais de Jeff. Claro que ele é uma influência, ele é foda! PROBLEMAS NO PILOTO AUTOMÁTICO… Cacete, nós vamos bater! ARRRRRRGHHHHHHHH

Você tem ouvido alguma banda daqui, recentemente?

Ouvi o Beneath The Remains pela 8000ª vez. Isso conta?

Digestor, valeu pelo seu tempo e pelas palavras. Hail Satan!

Que tal embrulhar tudo com um belíssimo e enorme laço rosa?

Muito obrigado!

Engorged - Where Monsters Dwell

Funerot - And Then You Fucking Die, Man

Punishment of Luxury - Laughing Academy

A.N.S- Pressure Cracks

Population Reduction- Each Birth A New Disaster

Traduzido por: Thiago “Índio” Silva.


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Playlist: Victor Whipstriker (Farscape, Whipstriker)

Finalmente uma playlist com ELE, Victor Whipstriker!Esta personalidade ou praticamente uma lenda do metal carioca.

O cara tá no role desde que o mundo é mundo e desde 2010 mantém o Whipstriker, uma das bandas mais fodas de metal-roqueiro-punk, em paralelo a um dos maiores amores do Fenriz, o Farscape, sem contar os outros projetos. 

Pra você ter uma ideia da produtividade do moço, ele começou o Whipstriker em 2010, e até agora já são 6 lançamentos, sendo o último o poderosíssimo split com os suécos do Germ Bomb. 

Aliás pra quem não sabe, ele fez parte do Toxic Holocaust na tour de 2006 aqui no Brasil junto com o Huguinho, batera do Side Effects.

Se liga ae:

Na foto: Toxic Holocaust - Brazillian Edition



Children of Technology: It´s Time to Face The Doomsday

Desde que a demo dos caras saiu eu piro no som deles.

Algum tempo depois o disco saiu e eu ainda não consegui parar de ouvir. É uma banda underground que eu acompanho e procuro pegar todos os materiais que saem.

Esse disco tem vários elementos interessantes. Além das músicas que são muito bem contruídas, eu também adoro o tipo de gravação. É uma gravação suja e tosca, mas que tem tudo a ver com a proposta da banda.

O vocal, cheio de reverb e delay, me agrada muito. No decorrer das músicas têm várias surpresinhas que talvez sejam o maior diferencial do Children. Por exemplo, quando você menos espera, surge um vocal feminino da baterista Giovanna ou então uma paradinha que corta completamente o clima da música.

Esses detalhes funcionam como ótimos diferenciais. Além disso tudo, as letras também são bem legais. Tratam de uma temática pós-apocalíptica, são ácidas e irônicas. Pra mim eles são a típica banda de metalpunk. Quem não conhece, vale a pena catar o disco.

Altamente recomendado. 

Black Sabbath: Vol. 4

Eu sempre curti muito Black Sabbath. Desde que comecei a ouvir som, sempre curti o som dos caras.

Mas depois de um tempo, como eu já conhecia bem a maior parte dos discos, dei um tempo pra ouvir outras coisas. Eu estava há uns 6 ou 7 anos sem parar pra ouvir Black Sabbath.

Ai um dia desses eu ouvi num bar e cheguei em casa e decidi pegar os discos pra ouvir. O Vol. 4 é um disco perfeito, desde a gravação até o tipo de composição.

Os riffs são absolutamente perfeitos e o vocal do Ozzy ta melhor do que nunca nesse álbum. As linhas de vocal são extremamente criativas e completamente diferente dos riffs de guitarra. O Vol. 4, junto com o Sabbath Bloody Sabbath, são os melhores discos da banda na minha opinião.

Tenho ouvido esse disco em casa e nos trajetos pro trabalho e pra faculdade. O legal de pegar um disco pra ouvir anos depois é que ele soa diferente. E, nesse caso, o Vol. 4 nunca soou tão bem pra mim.

Jamais vai deixar de ser clássico. 

Thin Lizzy: Bad Reputation

Sou muito fã de Thin Lizzy. Gosto de todos os materiais, desde os discos mais psicodélicos do início dos anos 70 até a fase mais Hard Rock do início dos anos 80.

Esse disco, Bad Reputation, é de 1978 e marca a trasição da fase clássica pra fase mais Hard. É uma aula de guitarra e de composição. Todos os sons são fodas, o vocal do Phil é impecável e os riffs e solos seguem na mesma qualidade.

Esse é um disco que me acompanha em todos os momentos desde quando comecei a curti Thin Lizzy, lá pra 2002. Ouço em Mp3 nas viagens, ouço o álbum em casa, ouço no computador. Tenho ele em todos os formatos possíveis.

Fumar um baseado e botar o disco pra rolar bebendo uma cerveja: eis a melhor coisa do mundo. Comprem. 

Desastre: Procurando Saída

Porra, um dos melhores discos de música pesada já lançado no Brasil em todos os tempos. Tenho ouvido com frequencia esse álbum.

Os caras misturam vários elementos legais. Rolam uma melodias muito bem feitas, mas sempre na medida certa. Ao mesmo tempo é agressivo. O vocal é foda e as letras também são bem legais. Além disso, é cantado em português, fato que valorizo muito porque acho dificil compor letras realmente boa em português e ainda encaixar bem com os riffs.

Grande disco. 

Bathory: The Return

Sempre curti mais o primeiro álbum do Bathory. Mas atualmente tenho ouvido mais o The Return.

É um puta disco com uma gravação que eu acho foda. Tudo cheio de Reverb. Estava há um bom tempo sem ouvir esse play e decidi pegar pr aouvir de novo. To viciado!

Ouço direto e cada vez descubro coisas novas. O bom de você ficar um tempo sem ouvir um disco é que quando você ouve de novo, você ouve com outro ouvido e descobre coisas que não havia percebido anteriormente. 

Midnight - Farewell to Hell

Sou suspeito pra falar do Midnight. Desde o primeiro material sou fã da banda.

Pra mim é, sem dúvidas, uma das melhores bandas da década de 2000. Misturam várias coisas que eu curto: Solinhos Rock n Roll, Vocal estúdpido, riffs agressivos variando entre o Black Metal e o Heavy tradicional. Essa semana mesmo troquei com os caras uma camisa. Sou viciado em todos os materiais.

Esse, Farewell to Hell, tem o clássico Black Rock n Roll, um puta som. Espero tocar com eles um dia no futuro. 

Krux - Krux

Não consigo julgar muito bem essa banda. Não curti o som. Consegui perceber que é muito bem feito. Mas no geral não curti. Algo me incomoda.

Banda legal, mas não é minha praia.





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Playlist: Kaveh Fallahi (Son of Ruin/Plaguebearer)

Ae!!!!

De volta com a playlist, agora com o gentefinérrimo Kaveh, vocal/guitar do sludge suéco Son of Ruin e também no Plaguebearer)

Aliás o Son of Ruin acabou de lançar o fodidíssimo Skyscraper Demon em vinil:

 

Eu não fiz uma intro muito longa porque ele fez questão de mandar a dele hehehe, se liga: 

"Ok caras, foi bem complicado decidir sobre que discos eu iria escrever, na real, demorou uma semana pra decidir! No fim das contas, restaram dois critérios: discos novos ou discos velhos. Eu decidi ir com os discos antigos por uma razão simples: eu absolutamente amo esses discos até o osso.

Eles foram muito influentes na forma como eu crio minha música e posso ouvi-los mil vezes sem nunca me enjoar deles. Sei que todos são clássicos e muito provavelmente vocês já os ouvirão, mas eu queria falar sobre o que eu gosto neles e se você ainda não os ouviu, o porquê, em minha modesta opinião, você deveria dá-los uma chance.”

BORIS – AKUMA NO UTA

Deixe-me lhes apresentar o disco com a intro mais épica de todos os tempos. É pesadaço, maior que tudo, é como se o Godzilla saísse pisoteando tudo na sua sala de estar. Após a introdução, o que se segue são cinco faixas de destruição sônica, passando por roqueiragem louca indutora de moshpits, épicos hinos heavy rock e melancolia introvertida.

Mas o final do álbum, a faixa-título, é onde a coisa brilha.

Considerando a intro, é difícil imaginar algo mais pesado, mas esse som o é. É uma marreta de entortar as tripas de um titã sonoro. Eu realmente não consigo descrever de outra forma que faça jus à esse som, só dêem uma sacada.

IRON MONKEY – OUR PROBLEM

Esse aqui, na real, eu descobri por acaso. Alguém havia mencionado em um fórum de internet, apesar de não ter nada de bom pra falar sobre a banda. Eu nem lembro o porquê de ter ido atrás de algo deles, mas o fiz assim mesmo. Peguei o cd, dei play e fiquei extasiado.

A primeira música começa um sample do Black Sabbath e então uma parede de feedback, daí uma batida tão foda que eu parei tudo só podia pensar “puta merda, que animal!”.

Um riff treme-terra entra e depois os vocais de Johnny Morrows… mas até aí meu queixo já tinha caído pelo menos umas 666 vezes.

Foi amor à primeira vista, te digo – é raivoso, barulhento, lerdo, rápido e pesado pra caralho – tudo ao mesmo tempo. A bateria é como fogo, os riffs são como terremotos e os vocais o trovão por cima disso tudo.

Pra mim, na primeira vez que ouvi, esse disco soava como o fim do mundo e eu amei.

DARKTHRONE – HATE THEM

Vou levar esse disco pro túmulo. Sou fã demais do Darkthrone e sempre foi assim, desde que os descobri. Na primeira vez que ouvi, já fiquei ligadão desde o primeiro riff – era assim que eu queria que o Darkthrone soasse pra sempre. Aqui, eles atiram pra todo lado, tocam rápido, tocam cadenciado ou devagar e ainda têm as manhas de colocar algo de d-beat e nada parece fora do lugar… e os riffs são fantásticos!

A produção? Dessa vez eles realmente acertaram, esse álbum soa tão bem que eu tenho que admitir que a produção é quase o que eu mais gosto no disco.

DYSTOPIA – THE AFTERMATH

Nada soa tão distópico quanto o Dystopia. Sempre que escuto esses caras, me pego pensando “O que diabos possuiu esses caras para soarem desse jeito?” A resposta óbvia: a vida em si. 

Este disco é a raiva, o desespero e a frustração sobre as injustiças e problemas da vida, em forma de manifesto.

E a música, bem, cada segundo dela é representativo, com influências de tudo que é coisa. Cada som tem uma tonelada de coisas novas e diferentes – prende tua atenção desde a primeira faixa e não te larga até a última. Mas se você parece comigo de alguma forma, é bem capaz que deixe o disco no repeat o dia inteiro.

AKIRA - OST

Uma das coisas que realmente aprecio na música é originalidade, atenção aos detalhes e ESQUISITICE PURA E SIMPLES. Esse disco tem isso tudo.

Ouvi algo deste disco através do épico de 1988, Akira, uma animação dirigida por Katsuhiro Otomo, baseado em sua maior obra, o mangá homônimo. É um filme que mostra um futuro distópico em Tóquio, no ano de 2019 e um conto de como o poder corrompe a alma humana. Eu poderia falar dias sobre o filme, mas focarei na música, por ora.

O filme é uma obra-prima, assim como a trilha sonora – ela complementa o filme perfeitamente. Foi escrita, gravada e produzida pelo coletivo japonês Geinoh Yamashirogumi. A produção é soberba, as canções são realmente originais e o tanto de esforço técnico presente na gravação deste disco é impressionante.

O equipamento usado para composição de cada música teve de ser reprogramado de forma que pudesse fazer o necessário para as gravações. O diretor, Katsuhiro Otomo, queria que a trilha soasse como “música que não existe, ainda.”

Houve um tremendo esforço criativo em que os compositores tiveram de ir além do que era feito na música contemporânea da época. Esse simples fato já é de fazer meu queixo cair tamanho assombro, admiração e respeito que sinto cada vez que escuto o disco.

É uma verdadeira ode ao pensamento criativo dentro da música, pegando tudo que há na música mundial e contemporânea e então combinando tudo numa deliciosa e coerente explosão musical – e até hoje não ouvi nada que supere este disco em termos de criatividade e originalidade. É uma peça interessante de história musical e eu realmente recomendo a audição.

CORRUPTED – PASO INFERIOR

Se eu fosse dono de uma empresa de demolições, demitiria todo mundo. E aí, compraria o maior sistema de som possível e botava esse disco pra rolar. Tenho plena certeza que com o volume adequado, isso aqui balançaria vizinhanças inteiras.

O que eu amo nesse álbum é que ele captura aquele clima sludge familiar meio Eyehategod e combina com o experimentalismo em climas de um Boris. É uma combinação de conceitos brilhantes, a qual eu tiro o chapéu para vocês, Corrupted, que nunca deixam de me impressionar.

É brilhante, criativo, é totalmente louco, é Paso Inferior.

Recomendo à todos que peguem uma cópia.

ATRIARCH – FOREVER THE END

Pra mim, este disco soa como algumas dessas coisas: crust, Neurosis antigo, porões, despero e introversão.

É um disco bem produzido e que soa bem, pra dizer o mínimo. Os riffs são foda, a bateria soa animalesca, o uso de sintetizadores é bem planejado e a performance em cada música é incrível - tem muito rolando aí, de melancolia tocada gentilmente até aniquilação sem limites.

Sou um grande fã de Amebix e do material mais antigo do Neurosis, talvez o que escute aqui me lembre disso. O som assustador do baixo reverberante em Fracture é demais. Sempre beirando o feedback puro, mas de alguma forma, ficando por fora.

Músicos e produção brilhantes. É, pelo jeito vou ouvir esse aqui mais uma vez.

Queria agradecer aos que leram isso aqui e ao Vakka por me ceder o espaço. Foi bem divertido e espero que vocês tenham curtido ler o tanto que eu curti escrever!

Você pode ouvir minhas bandas aqui:

Son of Ruin >

Plaguebearer > 

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Playlist: JC (The Black Coffins)

Caras, 

Gostaria de apresentar-lhes JC, vulgo Junera, o guitarra do The Black Coffins e ex-guitarra de longa data dos défibangers do Infamous Glory

O cara é uma das pessoas mais antipáticas que a mãe terra já colocou nesse mundo. Sério, quem conhece sabe. 

Mas como num milagre, nossa amizade passa dos 10 anos e obviamente graças à nossa bendita paixão por música. Aliás, durante todo esse tempo o que tentamos montar de bandas juntos, não está escrito.  

Se eu tenho T.O.C com esse lance de correr atrás de som e saber a última moda em death metal 90tista, a culpa é desse sujeito. O cara é um doente pelo estilo, e justamente por isso tenho um respeito e admiração extratosférico por este ex-negro (ver foto ao lado).

Pra provar o que estou dizendo sobre o lance de death metal e tudo mais, vou contar uma história: 

Era uma vez Junera, ele fala suéco fluente (formado, com diploma e tudo), morou na pátria-mãe do Entombed por pouco mais de um ano só para: 1. comprar discos; 2. colar nos rolês e assim fazer inveja pros irmões; 3. trazer uma Telecaster à preço de banana e chegar o mais perto possível do som típico do DM gerado em útero nórdico. 

Referêcias dadas, você que vai colar no Rot Yeah sábado, se liga o que este moço, o motorista do caminhão chamado The Black Coffins (afinal o som que o anormal tira da guita, parece um escapamento de um bruto da Scania) tem ouvido.

Hawg Jaw – Believe Nothing

Se você nasce em New Orleans, significa que você, ou ta treinando pra ser um jogador de futebol americano, ou vende carros e sustenta uma fat mamma com 4 filhos, ou tem uma banda de sludge e consome todos entorpecentes que seu misero dinheiro fornece.

O Hawg Jaw escolheu a última, até por ter integrantes do EHG e Outlaw Order, e o que eles fazem é a pasta base do sludge carniceiro , influenciado por punk, Sabbath e colher de sopa com fundo queimado.

Dead And Gone – TV Baby

O Dead and gone, é como ficar sentindo cheiro de posto de gasolina por 3 dias, com uma voz na sua cabeça dizendo que você é um merda, sim, não tem espaço para positividade aqui.

Se diz algo pra você eu não sei, mas explica muito dos extremos que essa banda consegue se encaixar num hardcore monolítico, escuro, denso, violento.

TV Babies sintetiza influencias de Melvins, Neurosis do Pain of Mind e the Word as Law. A banda desbandou e formaram o Talk is Poison, outra pedra rara do hardcore.

Adrenaline OD - Humungousfungousamongus 

Banda clássiquissimamente de hardcore, porra, tudo nesse disco me deixa apaixonado, é rápido, riffs trampados de guitarra, que chegam a fronteira do Heavy metal com Itapetininga e a bateria…. caralho Dave Scott é um cavalo, ponto alto da banda, sem dúvidas.

Disco espetacular que vale ter na sua coleção seja ela de vinil, fita, botom, cd ou mp3

Unsane – Amrep Xmas

no geral eu não curto discos ao vivo, só que bandas mais experimentais ou as de doom, drone, stoner fazem o som ao vivo ficar monstruoso. O Unsane fez isso nessa gravação em pleno natal de 1996.  

É grosseiro, alto… SINTAM O PODER DESSE DISCO! Dá vontade de passar a unha no quadro negro.

Mountain – Flowers of Evil

Eu sempre fui entusiasta de Hardão 70, e pra mim o Mountain, foi uma das bandas mais importantes para que eu pirasse pra sempre no estilo, e por consequência conhecer o Stoner Rock, Stoner Doom ou sei lá como isso é chamado nesses dias hahaha.

Semana passada teve a noticia que o Leslie West teve a perna amputada, por causa de sua diabetes, na hora fui ouvir esse disco, Flowers of Evil, o quarto deles, é de chorar, riffs que você da aquela semi bangeada e pensa “Caralho queria ter feito isso” como em One Last Cold Kiss. Uma aula pra quem gosta do gênero.

Ah e uma curiosidade para galera nerdinha, O Leslie West era um amante dos Sunn Amps, e os shows do Mountain eram forrados deles.

Ribspreader – Bolted to the Cross

Eu sou suspeito pra falar dessa banda, acho fodida demais e esse disco é um estouro por completo. Essa produção Unleashed – Edge of Sanity – Bloodbath é marcante demais, e toda musica tem um riff, uma linha de voz ou algo que seja o ponto alto que faça aumentar a velocidade do headbanging.

Disembowelment - transcendence into the peripheral

Grotescamente pesado, opressor, claustrofóbico  são alguns adjetivos pra banda cujo jamais saiu do seu estado bruto, literalmente.

Durante esse disco inteiro você ouve de death metal com blast até riffs lentos que parecem vagar em outro planeta junto de alguns vocais ocasionais, sem linha definida, que ajudam a construir essa atmosfera doentia que só alimenta esse monstro sonoro.

A cada musica parece devorar um pedaço de vida, talvez a fotosíntese da má vontade.

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Playlist: Bernardo Pacheco (ELMA)

Senhores, senhoras, crianças e prostitutas, este é Bernardo Pacheco.

Hoje vocês conhecerão este senhor, que além de produtor, é guitarra de uma das minhas bandas preferidas do feudo Brasil, o Elma e ex-baixista do “fenômeno” grind4fun dos 2000´s, Are You God?.

O Berna, como conhecido pelos irmões, já foi citado dezenas de vezes neste “Blog de Respeito”, inclusive aquela carta sobre o não-show do Elma do Estudio SP, ou episódio com o Mombojó, é dele.  

Você leitor, sabe que geralmente costumo fazer esses posts de playlist rasgando elogios ao preposto, porém fazer esse tipo de introdução pro Berna exigiria um texto digno do Faustão, e obviamente não convém. Portanto, farei só um comparativo aqui: Sabe a história do Rei Midas? Troque o ouro por discos de primeiríssima. Do rock rápido ao devagar (e outras modalidades de música que não sei explicar). Pois ele é o responsável pelas principais gravações da “cena” paulistana. Se liga ae alguns alguéns que ele no mínimo deu um sorriso no disco:

  • Presto? Atentado Sonoro 
  • Are You God? O EP Espelho de Carne 
  • Are You God? Miranda 
  • Are You God? Split Japanische Kampfhorspiele
  • Elma Elma EP
  • Sick Terror split c/ How the Gods Kill 
  • Sick Terror split c/ The Gentle Art of Chokin’ 
  • Ratos de Porão Homem - Inimigo do Homem (Um dos meus preferidos e com um som inacreditável) 
  • Veja a lista completa > 

Há pouco mais de um ano, está operando direto de seu QG, o estúdio Fábrica de Sonhos. Onde já produziu, entre outros, D.E.R, Naifa, Huey, Elma e a sensação do grindcore neste verão-invernista, Test.  

Claro que ele não nasceu produtor, e tampouco foi por isso que o conheci. Há muito tempo atrás, no começo da década passada, sair de rolet pra ver bandas de grind em São Paulo era um puta evento, isso quando o show envolvia o Are You God?. Quem é de SP e colava no rock lembra, afinal, absolutamente TODAS as apresentações do AYG? foram memoráveis, mas vou deixar isso para um post só sobre isso. 

Referências não faltam, então se liga ae o que ele tem ouvido e as sugestões do IB. - Ps. Coitado do Lent0 hehehe


1. AC/DC - “T.N.T.” 

Foi uma grande derrota na minha vida começar a gostar de AC/DC. Eu achava o som da banda muito xoxo quando era mais novo, não ajudava nada a pecha de bastiões do “rock verdadeiro” que eles carregam, que me dava um bode tremendo, já que eram ícone central do misto bizarro de preconceito de classe e surdez seletiva que alguns chamam de “rockismo” no Brasil. Pesava também o fato de que camiseta do AC/DC é o tipo da coisa que uma modelo usa pra dar um tempero rebelde no visual (estou pensando em você mesmo, Barata). Mas hoje em dia eu gosto mesmo dessa porra dessa banda, especialmente do jeito seco, cru e preciso com que eles construiam suas músicas, a coisa era muito deliberada e rigorosa, num grau que tentativas de versões fiéis de músicas do AC/DC por outras bandas costumam ser constrangedoras.

Escolhi o disco meio arbitrariamente, poderia ser quase qualquer um dos anos 70. Depois do Back in Black acho que cai bem o nível, começa a parecer uma versão menos brega e mais crua de rock de arena anos 80. Do ultimo disco deles eu até gostei. Aliás, isso é uma derrota pra mim tambem, vir aqui dizer que gosto só da fase velha de uma banda, mas infelizmente hoje em dia esse é o caso com muito artista que eu curto. Daqui a pouco vou estar na galeria do rock, em uma das três lojas de disco que sobraram, discutindo com um tiozinho careca cabeludo (não tenho espelho em casa) se o melhor é Beatles ou Rolling Stones.

É Beatles, óbvio.

2. Itamar Assumpção - “Aspropriascustas S.A.” 

Demorei pra gostar desse disco, que é bem menos conciso e direto que o Beleléu e soa super cru (mas ao menos não tem a sonoridade de jingle da produção da última década do Itamar), mas agora tá morando do lado do toca disco sem previsão de volta pra estante.

3. Douglas Germano “Ori” 

As músicas dele nos discos do Duo Moviola e no do Bando Afromacarrônico eram foda (vide “Por Favor” e “Padê Onã”), e fiquei muito feliz ao ver esse disco aparecendo pra download do nada na internet, após não ouvir falar do Douglas por alguns anos. Quando eu tinha uns 15 anos eu achava mpb e samba um negocio chato, fazia piada com banquinho e violão, etc (eu, que comecei a ouvir música com Pet Shop Boys e Information Society, me achava nesse direito), daí eu fui largando mão de ser trouxa.

Johnny Cash é foda e Cartola não? Legal é NEO FOLK MILITARISTA SUBLIMÁTICO. Sem ofensa ao militares sublimáticos de plantão.

4. Alice Cooper - “Love it to Death” 

Antes de ser sinônimo de um cara que curte um teatrinho proto-gótico, Alice Cooper era uma banda, né, no sentido verdadeiro do termo, na qual todo mundo, integrantes fixos, participava, compunha e fazia um som massa. Ainda gosto mais do Killer (o disco da cobra), mas esse é muito bom tambem, tava ouvindo de novo porque descolei uma reedição pra substituir a prensagem brasileira podre que eu tinha.

Você sabia que na época adulteraram a foto original da capa desse disco pra apagar o dedão do Alice Cooper, que parecia um pinto? Pois é, já tinha pinto nos anos 70.

O Berna explica:


5. Neil Young - “Zuma” 

Tentando ouvir pra ver se bate, muitas das minhas bandas favoritas não me cativaram de primeira, e o Neil Young tava faz tempo na fila de aritstas a escutar direito. Legal, até.

1. Lento - “Earthen”

Se eu não tivesse me sentido na obrigação de escutar todos os discos inteiros pra comentar depois talvez eu pegasse mais leve, mas foi um parto ouvir esse disco até o fim. Eles gostam de Isis, ne? Eu não gosto muito não e acho eles uma influência péssima, o equivalente a um viciado em crack pra uma criança de 5 anos. Coloco no mesmo saco Tool, Deftones, talvez Meshuggah, e basicamente qualquer coisa na qual o rótulo “post metal” caia confortavelmente.

Gosto de algumas coisas desses artistas aí atrás (especialmente do Meshuggah, que acho que melhorou com a idade), mas quase toda vez que eu escuto em alguma outra banda influências desse povo é pra não gostar. Do Lento tenho a impressão que eles não estão tentando descobrir nada de interessante ou que eles ainda não soubessem ao compor suas músicas, e que as partes mais climaticas são apenas um jeito de fazer bastante tempo passar sem a banda ter muito trabalho.E o mais importante de tudo: os riffs e partes não tem graça, parecem só rotina de um exercício de estilo (alheio), sem qualquer senso de propósito ou direção.

Quer dizer: não houve um instante durante o disco que eu tenha curtido, ou que tenha me dado vontade de ouvir o que vem depois. FOI MALS, LENTO, espero que não leiam isto, não é prazer algum pedreirar banda pouco conhecida. Essa resenha serviria pra dúzias de discos lançados nos últimos cinco anos, acho.

Deve haver quem pense coisa bem parecida do Elma, aliás.

2. Oxbow - “A Narcotic Story” 

Aí sim, ufa, essa sequência foi como ir passear na Disneylandia depois de passar cinco anos na solitária.

É foda que eu já li muito sobre essa banda sem ter ainda tirado o tempo pra escutar eles direito, cria uma expectativa estranha que atrapalha a ouvir um negócio novo, mas escutar esse disco de cabo a rabo foi um alívio depois do que veio antes, é uma banda que não acha que meu tempo é penico. A propósito, eu já tentei escutar a versão em áudio do livro do Eugene Robinson sobre lutar, parecia interessante na teoria, mas achei chatão.

3. Repugnant - “Epitome of Darkness” 

O som tá tão esmagado que parece feito de papel, soa como se tivessem passado um rolo compressor por cima de um disco sueco de death metal de 1990, e depois esfregado o resultado num ralador de queijo.

Esse negócio de achar que masterização é volume é uma doença, o cemitério é a cura. Pra coisa esmagar melhor o grave vai todo pro lixo, repare, o bumbo parece feito de plástico, pelo menos não tá alto demais. Deve soar igualzinho das caixinhas de som de um laptop e num P.A. gigante, o que é até que bem democrático, se formos ver pelo lado positivo. Considerando o grau bizonho de agressão que essa mix parece ter sofrido (se é que já não foi mixado assim), até que a música sobreviveu bem, não é ruim de escutar, só me fez ABAIXAR o volume ao invés de aumentar quando o disco começou.

Curti a banda, é um estilo cem por cento retrô, mas inspirado e feito com entusiasmo evidente, e pelo menos é revival de uma coisa que eu gosto. Além disso, não parece sofrer do mal atual do metal, de ter passado pelas mãos de um técnico de som idiota que passa todas as performances pelo photoshop do som e faz o baterista soar como uma máquina, parece uma banda de seres humanos tocando de verdade.

Tirando o lance da master ser ignorante, eu não saberia tirar esse som, gostaria. Isto dito, não sei se vou ouvir o disco de novo. Numa linha mais ou menos parecida curto mais o Verminous. Nunca tinha ouvido falar do Repugnant, não presto muita atenção no que tá rolando hoje em dia. Essa master tá muito apelada, eu hein.

Calma, nem todo ouvinte é surdo.

Se liga o ELMA ao vivo:










Fat Breath



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Playlist: Douglas (Deaf Kids)

Caras, 

Essa semana a playlist fica por do conta do Douglas, o carioca faz tudo no punk venenosíssimo do Deaf Kids.

O maluco grava tudo e chama os trutas pra fazer o caos que é essa banda ao vivo. Eu perdi o show deles no Noise Terror que rolou há pouco tempo pq só conheci a banda há umas 2 ou 3 semanas. Fiquei completamente chocado. Aliás, entre esses trutas que participam do rolet, também estão envolvidos caras do brutalíssimo O Mito da Caverna.

Que espetáculo essa porra, de Negative Approach à Zouo, passando por Anti-Cimex (do Country of Sweden), tenho certeza que todas essas escolas cagariam um filho de orgulho do Deaf Kids.

De longe uma das maiores descobertas do ano até aqui. 

Godspeed You Black Emperor! - F#A#∞ 

Só posso dizer que esse álbum é genial! A banda apesar de instrumental, passa idéias e mensangens fudidas através das artes, do ‘conceitual’, dos samplers, shows, etc.

Os shows dos caras eram acompanhados por seqüências de filmes produzidas pela violinista Sophie Trudeau, que eram projetadas atrás do palco durante as perfomances, devia ser um espetáculo e tanto!

Esse álbum é intenso demais, é lindo demais, poderia dizer que beira a perfeição!

His Hero is Gone - Fifteen Counts of Arson 

A mistura perfeita de hardcore/punk crust com sludge, com vocais urrados, as letras que são animais e o  instrumental fudido que vai de partes arrastadas à blast-beats, perfeito!

Esse é o primeiro full-lenght dos caras, e para mim, o melhor! A banda teve grande importância no final da década de 90, e as letras desse álbum tanto quanto todo material dos caras são nada mais nada menos do que sensacionais!

Eyehategod - Dopesick 

Como eles mesmos se denominam, ‘uma mistura de black flag com black sabbath’. daí não teria como sair coisa ruim né! A banda é de Louisiana e tem todo um clima sulista, com riffs que soam como blues dos infernos com vocais torturados! Esse álbum pra mim é clássico dos caras, fudido!

Música extremamente pertubada pra gente fudida da cabeça!

NIN - Broken (1992)

Sou suspeito para falar do NIN, mas acabei optando por esse EP! É o segundo lançamento da banda, numa pegada mais metal, caminhando para o Industrial do ‘The Downward Spiral’. 8 clássicos!

Todas as músicas desse EP (exceto as bonus tracks) tiveram um clipe, e depois apareceram todos juntos, como ‘Broken Movie’, conhecido por aí por ter imagens bem pertubadas e pesadas, por assim dizer hahah enfim, esse EP mostra Trent Reznor e NIN em uma de suas melhores épocas, bem agressivo e fudido!

Catharsis - Passion (1999)

catharsis pra mim, foi e é uma das bandas mais influentes para o hardcore punk da década de 90. Esse álbum é como uma obra de arte, conseguindo ser ainda melhor que o primeiro álbum, ‘Samsara’.

Músicas intensas pra caralho e as letras são sensacionais, soam como poesias que trazem uma certa urgência pela liberdade, pela beleza da vida, livre da tirania de deuses e mestres, tirania do capital, da sociedade capitalista moderna, etc.

Esse álbum sem dúvidas, mudou a minha vida à primeira ouvida!

Drugged SS - I Hate What You Think About My Life 

Não conhecia essa banda. Mesmo a qualidade dessa tape não ser das melhores (parece ser até uma gravação ao vivo né), de nada me incomodou pois a banda é boa demais, fudida! Hardcore rápido, torto, bruto, curto e grosso, animal!

Como eles disseram, com suas próprias palavras: “Isso é hardcore sem nenhuma bagagem de princípios além de querer rasgar paredes do seu quarto, onde so troféus de futebol e diplomas da escola estão pendurados como um Jesus sangrando na cruz - um lembrete constante de fracasso e reverência “.

Sem mais palavras!

Okkultokrati - No Light For Mass

Um amigo meu já havia me indicado essa banda antes, e eu não sei porque não dei atenção. Muito obrigado pela indicação dessa banda, que de longe, foi a melhor coisa que eu escutei esse ano! Os caras são da mesma galera do Drugged SS né!

Puta que pariu, que som animal! Soa como hardcore punk com um pegadão black metal e uma pitada de sludge. Tinham que ser da Noruega né hahah!

Enfim, caralho, que álbum absurdo, sem mais palavras!

Se liga:

Deaf Kids @ Myspace


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Playlist: Misanthrope (Omfalos)

Essa semana recebi um email de um cara falando sobre a banda dele, Omfalos. Quando li o nome, lembrei que já tinha visto aquilo em algum lugar e tinha sido justamente alguma resenha na Whiplash. 

Falar a real eu não costumo ler resenha, lia muitas quando era moleque, mas obviamente 98% dos caras que escrevem sobre os plays que me interessam são um bando de zé ruela preguiçosos que de som não manjam mais que clicar no botão de download do rapidshare. Ou simplesmente não falam sobre bandas que eu curto.

Dias depois recebo um email do cara do vocal falando sobre o Omfalos. Começamos a rolar idéia mas como sou tosco pra kct, achei que pela produção do bagulho, a banda fosse gringa. Passei longe, os caras são de Brasília. E onde mais seriam? Berço do rock nacional: Aborto Elétrico, Legião Urbana, Capital Inicial entre tantas outras… Ora, como ia esquecer do poderosérrimo Violator!

Omfalos é excelente, eu fiquei chocado de saber que eram daqui, dada a qualidade da gravação do disco. Se você curte AborymAnaal NathrakhDodheimsgard (sem adição de todas as dorgas do mundo).

Baixa o play aí!

  • Detalhe: A banda é formada por ele e pelo Thormianak do Miasthenia

Tempos depois, o Misanthrope me adicionou no msn e desde então o que não falta é assunto, afinal o mano é gente finíssima, mas tb um maluco à vera… do nada me mandou um Arrigo Barnabé pra ver se eu curtia, mas por sorte, não =). 

Ps. Não há provas sobre ele/alguém vivo realmente ouvir o Arrigo Barnabé;

Se liga ae o que tem rolado na playslit do Misanthrope: 

Hermética - Ácido Argentino (1991)

Como o guitarrista do Omfalos é argentino, ele andou me apresentando muita coisa bacana de lá, e o Hermética é uma dessas bandas que eu me envergonho de não ter descoberto antes. Eles são simplesmente a banda mais influente de metal da Argentina e, possivelmente, da parte hispânica de nosso continente, apesar de serem ilustres desconhecidos em nossa Terra Brasilis. Talvez seja o fato das músicas serem em espanhol, mas mesmo assim é uma pena que poucos conheçam esta banda por aqui. 

O som deles é um Thrash/Speed Metal no sentido mais destilado da palavra. É bumbo duplo o disco inteiro, só que com umas sacadas inteligentes e umas melodias que são bem inspiradas em Tango. 

O vocal é um show a parte lembrando uma versão mais agressiva do Udo do Accept. Também fico fascinado pelas letras terem um approach mais poético/político o que instantaneamente nos remete ao punk e hardcore. 

Nesse disco, que é o segundo de sua curta discografia, temos muitos sons fantásticos com destaque para “Robó un Auto” e sua letra de rebelião pessoal e “En las Calles de Liniers” cantada pelo baixista Ricardo Iorio.



Coven - Witchcraft Destroys Minds And Reaps Souls (1969)

O Coven foi uma das primeiras bandas do mundo a falar abertamente de satanismo, bruxaria e obscuridades em geral. Quando falamos destes temas, de primeira lembramos do velho Sabbath e suas letras macabrinhas, mas dois anos antes do primeiro play do Sabbath assombrar a Inglaterra, estes jovenzinhos já faziam música com inspiração maldita. Claro que quando falamos em músicas com títulos como “Pact With Lucifer”, “Balck Mass” e “Dignitaries Of Hell”, nunca imaginariámos o rock psicodélico que o Coven toca. 

O som é meio como um Jefferson Airplane do capeta, bem suavezinho e com os lindos vocais femininos de Jinx Dawson. É uma banda bem influentezona, muita gente boa se inspirou nos trampos desse povo e apesar do som soar extremamente inofensivo pros padrões de hoje, eles assustaram muita gente com seus climas macabrões e recitaais satânicos no meio das músicas.

Até pra efeito de curiosidade, a primeira música do play se chama Black Sabbath e seu baixista atendia pelo nome de Oz Osbourne.  =)



Smashing Pumpkins - Mellon Collie and The Infinite Sadness

Esse negócio de misturar barulho com partes mais suaves sempre me impressionou muito. O Pumpkins foi uma banda que eu implicava um monte por pura birra, mas o dia que parei pra ouvir eu quase caí pra trás. Descobri uma banda que tem um senso de melodias belíssimo, que sabe experimentar e ainda assim soar muito acessível. 

É um disco bem épico e que tem uma influência grande na parte de climas do Omfalos. Na minha humilde opinião, Zero é uma das músicas mais agressivas já feitas nesse “praneta”.



Daniel Johnston - Yip/Jump Music

Esse é fácil um dos discos mais contrastantes que já ouvi na vida. Daniel Johnston pra quem não conhece é um artista americano que pratica uma música bem pessoal e minimalista que é bem dificil de se rotular. Já vi gente chamando de Outsider Folk, mas eu acho esses rótulos uma babaquice que só acabam restringindo e limitando a arte dos outros. Daniel é uma grande inspiração pra mim porque assim como eu, ele também é bipolar e já teve umas crises horríveis que o inspiraram a escrever sua música. 

O som aqui passa longe do Black Metal que eu pratico, nesta demo em específico é apenas Daniel cantando de seu jeito peculiar, acompanhado de um orgãozinho. De tão minimalista e simples que é o bagulho, essa demo foi gravada em um daqueles radiozões Boom Box que o povo do Rap andava pelas ruas. Ele se sentava na frente do rádio ia tocando e gravando do jeito que dava, com erros e tudo. O curioso é que ele não sabia duplicar a fita então a cada fita que ele tinha, era tirada de uma performance diferente. Sentava na frente do Radião e gravava tudo de novo. 

O som é uma coisa que leva um tempo pra se acostumar pq Daniel tem uma voz que soa bem infantil e desafinada. Numa audição menos cuidadosa pode parecer apenas uma piada de mau-gosto, mas ao longo das audições vai se percebendo a profundidade de sua obra. É incrível como algo tão singelo possa soar tão intenso e verdadeiro e outras vezes tão obscuro e desesperador. É um verdadeiro retrato de quão díspar é a vida de pessoas bipolares, indo de um segundo pro outro do céu ao inferno.



Faith No More - Album Of The Year

Fácil o disco que mais ouvi na vida e que mais me inspirou a brutalizar com os limites vocálicos e estilisticos que existem. É um disco tão eclético que parece que é uma banda diferente a cada faixa. Eu comi isso com farinha na minha fase de aprender a cantar decentemente.

Disco de cabeceira até hoje e se você não conhece, deve ir atrás pra ontem.



Monarch - Sabbat Noir
Esse aqui eu não conhecia não. Apesar de eu curtir muito drone e noise não é exatamente o tipo de som que eu tenho escutado por estes dias. O som é bacana e tal, mas nessa linha de Drone eu acabei gostando mais desses experimentos dos dois últimos discos do Earth. 
Pra mim soa mais original do que 99% das bandas do estilo. Valeu a sugestão, vou ouvir com bastante carinho isso aqui.



Converge - You Fail Me

Pô, chega me faltam palavras pra descrever esta que é com certeza uma das bandas mais intensas que já escutei na vida. Eu prezo muito isso de intensidade na música, de sentimento, desse lance mais introspectivo. Acho que na minha lista aqui isso é refletido muito bem, pois apesar de serem todos álbuns de estilos bem diferentes, todos tem esse lado emocional bem explícito. O Converge eu conheci por volta de 2001 e foi uma coisa que me impressionou muito. 

Os vocais são agressivos pra cacete mas sempre tem uma aura de melancolia estampada, coisa que era comum nessas bandas de Hardcore/metal “contemporâneas” do Converge como o Shai Hulud, Life Of Agony e o Only Living Witness. Eu sempre tento trazer pra meus vocais essa intenção que caras como o Jonah Jenkins, Keith Caputo e o Jacob transmitem. É engraçado isso, pq apesar de tocar em uma banda de Black Metal 90% das minhas referências são de fora deste estilo. 

Claro que existem gênios vocais no Black como o Attila, o Ihsahn e outros, mas a minha linguagem está muito mais enraizada no Hardcore. 


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