Aguardem, putos!!! 
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Dylan Carlson disse… 

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Entrevista: Randall Dunn (Sunn O))), Earth, WiTTR)

 

Eis a entrevista com o dronemaker Randall Dunn

O cara é produtor, engenheiro de som, músico, eterno turista do mundo e cabeça por trás das maiores produções da “cena drone” americana. 

Para surpresa, durante a entrevista ele revela que fechou o Aleph, estudio em que trabalhava com seu sócio e de onde sairam discos seminais de bandas como Earth, Sunn O))), Wolves in the Throne Room,  KTL, Eagle Twins, Ascend e mais uma caralhada sob o guarda-chuva do poderosíssimo selo de propriedade do “the warrior” (como se denomina na assinatura dos emails) Greg Anderson, a Southern Lord

Conheça um pouco do processo de trabalho, a vida com o Masters Musicians of Bukkake e a relação entre drones e drone, o estilo. - Que aliás responde de forma brilhante.

1. Queria começar dando os parabéns pelo show do Masters of Musicians of Bukkake no Roadburn. Os vídeos que vi eram fenomenais! Como foi a recepção do público? O que vocês acharam do show?

Obrigado! A gente se divertiu muito. O Roadburn é um dos meus festivais favoritos em toda Europa, o line-up sempre é incrível e segue uma temática bem bacana. O show foi inacreditável pra nós também e segue como um dos que mais gostei e pude fazer!



2. Cara, falando nisso, como está a sua relação com o Master Musicians? Tanto em estúdio quanto ao vivo, você é membro efetivo da banda? Pergunto isso porque boto fé que muito do seu esforço se concentra no seu estúdio, ALEPH, como você se vira entre uma coisa e outra? 

Sou meio que o peão da banda, entende? Pegando todos os conceitos e arrumando tudo direitinho numa coisa só. Ao vivo, toco teclados e guitarra e o que mais for preciso. Sempre tiro um tempo pro MMOB.

Sempre trabalhei duro fazendo os discos dos outros, mas agora dou um jeito de fazer minha música também. O problema mesmo é se dividir psicológica e psiquicamente entre tudo isso! hehe


3. Pesquisando um pouco sobre a seus trampos como produtor, encontrei lá em 2003 que você trabalhou como produtor pro John Zorn, o que parece ter sido um puta trampo. Como foi rolou isso?


Na real, isso é informação errada, haha. Nunca trabalhei DIRETAMENTE com o Zorn, só uns projetos pro selo dele. Mas fiz uns trampos com outros caras do Naked City

Bem, teria sido BEM FODA e BASTANTE coisa mesmo, haha.



4. Pelos resultado que tem atingido nos seus trampos como produtor, você se sente de certa forma responsável pela maturidade e “sucesso” alcançado pelas bandas com as quais trabalhou durante esses anos, como Sunn O))), Earth e Wolves In The Throne Room entre outras zilhares?

Não me sinto nada responsável, tem muito que vem e vai em uma banda antes mesmo de eu entrar em cena. Uma tonelada de esforço e sacríficio. 

Acredito que essas colaborações ajudaram de alguma forma, ao levar a banda e sua sonoridade à um novo público e novas possibilidades musicais. Dito isso, cada um dos artistas mencionados tem uma personalidade forte e idéias específicas dentro do estúdio.

É um prazer ter trabalhado com todos, só posso trabalhar bem se o que estou trabalhando em cima é igualmente bom e inspirador.

5. Vim com esse papo de maturidade (dentro deste tipo de música) porque sinto que a produção como um todo melhorou bastante, boa parte graças ao seu trabalho, que virou referência no gênero. O quanto disso você associa com o fato de pôr seu sentimento na coisa toda e que equipamentos você usa pra este fim?

Obrigado, esse é um tremendo elogio! Trabalho com este tipo de música à qual tinha uma noção beeeem diferente em relação aos outros que já lidavam com ela. Influências diferentes e equipamentos diferentes.

Dou tudo de mim quando trabalho em um disco e quando trabalho com gente como essas que você citou, coisas realmente incríveis podem acontecer numa gravação.

6. Ainda sobre equipamento e tal, você poderia falar um pouco do seu line-up que usa no Aleph ou você prefere manter como segredo de estado?

Na real, bizarramente enquanto escrevo isso aqui, fechei as portas do estudio. Meu sócio e eu decidimos tocar o barco. Não há nada de secreto ali, é mais uma questão de abordagem do que qualquer outra coisa.

Foi um bom lugar por um tempo, mas meio que desencanei dali e do que poderia fazer por lá. Não importa o local, o que importa é o approach.  

Tinha lá pelo Aleph muito equipamento analógico e tal que auxiliava nesse approach. No final-das-contas, Aleph Studios é mais um método do que só um lugar.

 
7. Baseando-se nas bandas com que você trabalhou, qual você diria que foi a mais difícil? Alguma delas você via como projeto dos sonhos ou tem alguma da qual você curtiu mais ter trabalhado junto?

Hm, essa é díficil. Monoliths & Dimensions, do Sunn O))) foi bem desafiador e em vários níveis. Aprendi muito fazendo aquilo. Gostaria de trabalhar com uma orquestra maior ao lado do O’Malley (Stephen), em algum ponto, acho que escuto a música de forma similar à dele.

Fora isso, qualquer trampo com o Alan Bishop já é um sonho, haha.


8. Através dos anos você trabalhou com alguns dos maiores gênios da música contemporânea, entre eles Stephen O’Malley, Atsuo Mizuno (BORIS), Joe Preston (MELVINS, EARTH, THRONES) e Dylan Carlson (EARTH), pra citar alguns. Como é lidar com essas pessoas em estúdio? Você tem liberdade pra fazer as coisas do seu jeito?

É demais, todos esses caras são bem seguros em relação a sua arte e o que estão fazendo. Grandes artistas sabem quando delegar e quando pedir ajuda em sua visão. Aí é quando você pode fazer algo maior do que ambos fariam, individualmente.

 
9. Ainda sobre Sunn O))), Boris, Earth e incluindo o Wolves in the Throne Room, você trabalhou com uma porrada de gente diferente. Cada um com sua própria sonoridade, dificultando até dizer que saiu tudo do mesmo estúdio, uma qualidade rara, já que a maioria dos estúdios já tem quase tudo automatizado e produzem bandas em quantidades industriais. Gostaria que você comentasse o seu processo de fazer um disco. Se você usa algum tipo de padrão ou há uma preocupação legítima em deixar cada um com uma identidade?

Tudo o que tento fazer tem uma identidade própria. Tento fazê-la crescer e expandir cada vez mais.

Acho importa que cada disco tenha sua forma, seu espaço. Não teria como ter padrões nem se eu quisesse…

10. E nessas produções você tende à usar digital ou analógico?

É uma combinação dos dois, na real, mas prefiro analógico e tento manter assim durante a maior parte do tempo.


11. Existe algum artista ou banda que você gostaria de produzir? Se pudesse escolher, quem seria?

Psychic Paramount seria divertido. Tangerine Dream, se estivéssemos em 1976, haha ou então algo pro John McGlaughlin, um retorno aquele som do Mahavishnu Orchestra, hehe.

12. Cara, em alguns dos discos que você produz, você mete a cara e acaba participando, como no Hibernaculum e no Monoliths & Dimensions. Como funciona isso? Você deixa uns instrumentos ali e encaixa onde acha que dá ou há algo combinado, ensaios pra ver como vai ficar?

Só acontece. Tento não forçar nada, tem horas em que simplesmente tem que acontecer. É espontâneo, normalmente.

  

13. Além do Celestial Lineage do Wolves in the Throne Room, que você está produzindo agora, como está a fila de trabalho do Aleph agora?

Na verdade, trabalhei com o Wolves em outros estúdios, a música deles pedia algo diferente. Metade foi feito no Aleph e metade em outros lugares.

Agora, trabalho numa colaboração da Björk com um artista sírio chamado Omar Souleyman. E o novo do MMOB chamado “FAR WEST”.

14. Cara, sempre que leio algo sobre você, está relacionado à música indiana/tibetana, sons fora desse esquema drone/doom, apesar de ainda drone. Pessoalmente, como você vê a relação entre música étnica/ritualística e drone enquanto gênero musical? Digo, na época do Black One, vi uma entrevista do SO’MA em que ele dizia que o SUNN O))) era uma banda de Black Metal baseada em drones e achava estranho quando as pessoas se referiam à eles somente como “drone”. Essa correlação entre drones e drone como estilo é adequada ou relevante, na sua opinião? 

Interessante. Conheço música indiana superficialmente. Sei mais sobre os tibetanos. Não me considero uma autoridade, basicamente porque sei de gente que o é de fato. É uma escolha profunda estudar essas músicas em profundidade, o que leva várias vidas.

Sinto que qualquer música pode dar origem à outra. Particularmente, nunca fiz música pensando que faria parte de um gênero como doom ou drone. Ou imaginei que haveria um gênero chamado Drone. É engraçado, pessoas do oriente têm feito música assim há milhares de anos. É só uma ferramenta. É como chamar PREGOS E MARTELOS de gênero musical. É tão ambíguo e bobo quanto.

Acho que o rock, por assim dizer, underground ou popular é melhor quando se vê longe de amarras como etnia ou ritualística ou qualquer outro título mais restrito. No final-das-contas, tudo na vida é um ritual de quem está envolvido com esse tipo de tradição, é até ofensivo botar esse mesmo peso no rock’n’roll.

15. Obrigado pelo seu tempo, o espaço é seu!

Obrigado pelo convite!


Tamikrest - Uma banda tuaregue de Mali

Ali Farka Toure - Red & Green

Aethenor - En Form for Blå

Tangerine Dream - Stratosfear

Tangerine Dream - Ricochet 

Traduzido por: Thiago “Índio” Silva.

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Earth - Old Black e Father Midnight (ao vivo)

Hoje vi essas fotos de um show recente do Earth e resolvi posta-las + um video da Old Black e outro de Father Midnight ao vivo. 

Só de zuá.





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EARTH - The Bees Made Honey in Lion’s Skull @ Roadburn 2011 

11 minutos espetaculares pra vc aproveitar enquanto toma o café ae no trampo.

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Dylan Carlson: Earth - Within the Drone


Esse é o documentário do DVD bonus que vem com o Hibernaculum, Within the Drone (feito pelo genial Seldon Hunt).

Essas são só duas partes, mas a parada completa tá no link abaixo.

Assista o Documentário completo >

via @felipemuqui

Vaja as duas partes disponíveis no youtube:

Earth live:





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Earth - Angels Of Darkness, Demons Of Light 1.

Tá pronto essa formosura. 

O disco foi produzido pelo Stuart Hallerman (o mesmo do Earth 2)

Nome de algumas musicas do play:  ‘Father Midnight’, ‘Hell’s Winter’, ‘Old Black’, ‘Descent to the Zenith’ e ‘Angels Of Darkness, Demons Of Light’

Agora é esperar =(

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Cover: Khanate X Earth

O Khanate toca a German Dental Work do Earth no DVD Let Loose the Lambs Tour DVD.

Se liga ae:

Khanate - German Dental Work


A original:

Earth - German Dental Work

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