ABSOLUTE SWEDISH: No Fashion Records ad. no zine alemão Hypnosis de 1997.
Com uma das minhas favoritas da safra melódica influenciado pelo DM gotemburguista, A Canorous Quintet.

ABSOLUTE SWEDISH: No Fashion Records ad. no zine alemão Hypnosis de 1997.

Com uma das minhas favoritas da safra melódica influenciado pelo DM gotemburguista, A Canorous Quintet.





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Nirvana 2002 @ Swedish Death Metal Release Party

Que coisa linda, irmões… 13 minutos do show dos caras numa qualidade animalesca. Esse rolet só teve mais o Grotesque. Só =˜˜˜˜ veje > 



Leia a entrevista do Daniel Ekeroth pro IB > 

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Dissection - Night´s Blood

Ao vivo @ California em 22/03/1996

Ps. Representou no visu do Kreator


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FURBOWL - Razorblades 

Caras, 

O Furbowl é uma banda de Death Metal suéco que inciou as atividades em 1990 como DEVOURMENT e um ano depois mudou para o nome definitivo. A banda tinha como vocal/guitar tinha o Johan Liiva, (ex-Carnage e depois do lixo horroroso chamado Arch Enemy) e “nunca chegou lá”. 

Esse video é de 1993 em algum show “Espaço Impróprio style” de Uppsala. Se liga a curiosidade do bagulho: 

  • Das 5 pessoas que estão assistindo o show, 2 cataram grade. Uma delas, eu acho, disse acho, que é o Tompa do At the Gates. Afinal dificilmente teriam 2 ruivos barbudaços no role DM Suéco da época que sejam gêmeos, ou no mínimo, parecidérrimos. 
  • O outro cara, chutaria ser ou o David Blomqvist. Mas talvez a verdade jamais apareça. Em todo caso, eu quero acreditar. Se vc sabe quem é manda ae… Ou manda ae sua sugestão de quem é o cara.

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MAIM: Criando um Backdrop pra sua banda

Tá vendo o backdrop com o logo da banda ae?

Pois o MAIM, SWE Death Metal fodidíssimo, dá a dica de como fazer pra sua banda também ser destaque naquele fest que rola semana que vem Itaquera (caso tenha), criando o seu próprio backdrop. 

Coisa simples que até o Nattefrost entenderia.

Se liga ae:

Depois é só tacar o poster do Ozzy do lado e fazer uma pose death metal oldschool pra foto e tá tudo certo.

Se liga como funciona ao vivo:




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Dossiê Swedish Death Metal: Entrevista com Daniel Ekeroth - parte II

Senhores (as),

Em primeiro lugar gostaria de agradecer pela repercussão que teve o post. Achei incrível o número de pessoas que se interessam pelo tema além de nós aqui do IB.

Também é fodido saber o quanto a mídia brasileira, dita “especializada” em metal é patética. Confesso que fico revoltado em ver estampado nas capas a cada 2 meses os mesmos caras de sempre, enquanto existe um mundo riquíssimo a ser explorado. Não digo isso em termos comerciais, afinal, se assim fosse, não estaríamos felizes em ver o Daniel aqui e sim o Cannibal Corpse. Como diria o espetacular UNLEASHED: “DEATH METAL VICTORY”!!

Obrigado a todos vocês por mostrarem isso e chutarem o cú desses bunda-mole. 

Em segundo lugar, essa segunda parte da entrevista trata menos da parte técnica do Swedish Death Metal, e mais das consequencias do estilo. Bandas atuais, o sucesso do In Flames, Americanos querendo ser SDM e os próximos projetos.

Enjoy, Fukkers!

\m/

Sobre o IN FLAMES, a banda acabou se tornando um capítulo à parte na historia da cena suéca. Por mais que outras bandas ainda seja clássicas, ou cult, o In Flames atingiu um status que nenhuma outra conseguiu e acho que por fazer um som mais “americano” desde o Clayman. Como você, e por consquencia a cena suéca, assimilou o sucesso da banda?

Eu nunca ouvi In Flames depois da demo, me sinto um pouco por fora de tudo isso. Eu ouvi umas músicas no rádio, mas não é pra mim. Eles são gente boa e nos encontramos de vez em quando. A galera das antigas está bem feliz pelo sucesso dos caras, mesmo que todas a bandas que surgiram depois não sejam boas.

Quer dizer….eu não sou fã do In Flames, mas eu respeito os caras e quero que eles destruam a merda ridícula de bandas como o Sonic Syndicate.

Uma curiosidade: Certa vez fui ao show do THE BLACK DAHLIA MURDER com um amigo e durante uma das bandas de abertura, enquanto falava com ele, de repente o Trevo, vocal do Black Dahlia, nos interrompeu porque meu amigo usava uma camiseta do MERCILESS. Ele falou que era colecionador de Death Metal e que a cena suéca era a que ele mais gosta de longe e que era a maior influencia pra banda. Você já ouviu o som dos caras? Você diria que alguma banda fora da suécia hoje soa como uma banda faria na década de 90?

Eu nunca ouvi os caras, o nome é ruim o suficiente para eu não querer escutar hahaha. Eu escutei Fatalist, a banda é ok (repare o logo do Fatalist. É o logo do Nihilist).

A banda que mais tenho ouvido ultimamente é Vektor, mas eles não soam sueco.

Na Foto: TYRANT

Durante um certo período, bandas classicas como CARCASS, ENTOMBED, GOREFEST, DESULTORY, pra citar algumas, calcaram seu som mais no rock/stoner, que veio a ser conhecido como DEATH N´ROLL. Qual você acha que foi o motivo pra isso? Particularmente você curte essa fase?

A única banda que obtive algum sucesso foi o Entombed. Eu acho que o Hollowman EP + Wolverine Blues é a melhor fase. Na minha banda, o Dellamorte, eramos totalmente inspirados por esses álbuns, e também fizemos algumas versões crust punk com death metal.

No caso do Entombed, creio que era um reflexo do gosto pessoal do Nicke (Andersson). Algumas bandas creio que tentaram apenas soar mais acessíveis, mas quem sou eu para dizer isso?

No Glossário sobre as bandas você cita o AT THE GATES como sendo uma das maiores bandas de metal de todos os tempos e completa dizendo que todos os albuns são clássicos. Quais são os 5 discos mais importantes da história do death metal suéco na sua opinião?

MERCILESS – The Awakening
ENTOMBED – Left Hand Path
ENTOMBED – Wolverine Blues
DISSECTION – The Somberlain
AT THE GATES – Slaughter of the Soul

Recentemente postamos 4 bandas de death metal suéco novas que valem a pena se atentar, entre elas o MAIM, MORBUS CHRON, BONE GNAWER e o SON OF EARTH. Você tem acompanhado essa nova safra de bandas? Alguma que você recomenda?

INVIDIOUS – a melhor atualmente!

A Europa sempre lançou excelentes bandas de Death Metal e formou várias cenas particulares em alguns países como: Inglaterra, Holanda, Finlandia (não se espantem caras, a cena finlandesa de death metal 90´s é fantástica, não pense que lá só tem Finntroll). Qual sua opinião sobre essas outras cenas européias?

Eu amava todas antigamente. BOLT THROWER teve um impacto imenso sobre mim, depois PESTILENCE e PARADISE LOST. O primeiro mini LP do XYSMA is sooooo sick!!! Aqueles tempos eram tão bons porque todas as bandas soavam únicas. Não haviam regras!


O DARKTHRONE por exemplo era uma banda que tocava death metal até o Soulside Journey (na minha opinião, um dos melhores discos de death metal já lançados), que nitidamente é um disco 100% influenciado pela cena suéca. Você acha que o Darkthrone cumpriu bem o papel como Death Metal? O que você acha da banda pós Soulside Journey?

Eu gosto de tudo que eles fizeram, inclusive hoje em dias que eles tiram um sarro de tudo.

Depois do sucesso de crítica do livro, qual o próximo passo? Sabemos que você está ativo com o TYRANT. Há planos em reativar o DELLAMORTE?

Bem, eu tenho o TYRANT (excelente banda!), IRON LAMB e USURPRESS. Não estou realmente interessado em recriar algo que foi feito 20 anos atras.

Eu fui convidado recentemente para tocar guitarra no Interment mas estava sem tempo. Queria ter arranjado tempo, a banda é ótima. O Dellamorte talvez toque de novo. Oficialmente a banda nunca acabou, somos apenas bem devagar…

Adendo: Ele pediu para incluir o link para o novo livro que está para ser lançado:  SWEDISH SENSATIONSFILMS: A Clandestine History of Sex, Thrillers, and Kicker Cinema.

Na década de 80 foi o BATHORY, na de 90 o AT THE GATES. Particularmente não achei nenhuma banda que estivesse a altura nessa década. Você acha que teve alguma banda suéca hoje tão expressiva quanto elas nesse período?

Nenhuma. Se os caras do Invidious largassem todos outros projetos, talvez se tornem alguma coisa.



Daniel, muito obrigado pelo seu tempo. O espaço é seu, termine como quiser.

Muito Obrigado, e eu quero ir ao Brasil algum dia, aqui é frio e escuro demais.

Deixe aquela caipirinha preparada!

Ouça o TYRANT:

5. SODOM - Persecution Mania

4. TYRANT - Reclaim the Flame

3. KING CRIMSON - Red

2. GHOST - Opus Eponymous

1. BATHORY - Blood Fire Death

Nota:

  1. No email foi pedido que ele comentasse os cds, mas meu inglês deve ser tão ruim que ele só não o fez como mandou uma lista de filme! hahaha… Aliás, foi legal pra caralho o lance dos filmes.
  2. Obvio que não sugerimos nenhum cd pra ele. Ele é o Daniel Ekeroth, não precisa de recomendação nossa.

5. House on the edge of the park

4. The New York Ripper

3. Monty Python - Life of Brian

2. Lemmy

1. This is England

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Dossiê Swedish Death Metal: Entrevista com Daniel Ekeroth - parte I

Se você acompanha o Intervalo Banger, sabe que somos completamente malucos por Swedish Death Metal (compare quantos SDM tem no #bomdiadeathmetal com o DM de outras cenas), ou basta dar uma olhada na tag. Tanto é, que a realização desse post, além de ser um documento em forma de entrevista com um dos maiores ícones do movimento, é a realização de um sonho pra todos os envolvidos diretamente com esse blog.

Nós entrevistamos Daniel “Death” Ekeroth (assim nomeado no Dellamorte), que escreveu uma bíblia de mais de 400 páginas sobre o tema. Fotos históricas de bandas clássicas, flyers da época com aquelas colagens que nós adoramos e centenas de trechos de entrevistas com personalides do role.

Só pra começar o papo, a intro do livro foi feita pelo Chris Reifert (Estranho, mas não surpreendente quando ele considera o Autopsy uma das maiores influências para o estilo); Em seguida tem um texto do próprio Ekeroth comentando como foi o processo de elaboração do livro, o tempo que ele dedicou ao role em sua vida e, caras, creiam, você se identificaria tanto com o texto que quando olha pra trás e vê o tanto de grana que já gastou, seja com peitas, horas de estudio, horas treinando sua guita em casa ou ouvindo os cds que comprou.

Na foto: Dellamorte

Enfim, vai parecer que foi você mesmo quem escreveu, ou que ele relatou todo esse pedaço da sua vida. (sim, é de emocionar =~~~~)

Os primeiros capítulos já dão o tom da conversa:

  • The Punk Connection onde ele diz: “Se vc acha que death metal não deve nada ao punk, pule e não perca seu tempo, vá direto ao próximo capítulo”.
  • O próximo é dedicado exclusivamente ao BATHORY, onde ele conta vários detalhes e “mistérios” que fizeram a “banda” se tornar o monstro que se tornou. 
  • O nascimento da cena suéca, que sim, tinha um "Inner Circle", porém com outro foco… Se reuniam na Heavy Sound, loja situada em Estocolmo para os famosos “tape trading” na época, onde conheciam as bandas novas e tinham acesso à mais música, e tinha em Tompa (At The Gates) e Nicke Andersson (Nihilist, Entombed) seus principais pontos de referência.

Pra fechar o livro de forma magistral, ele fez um glossário de A - Z das bandas suécas de Death Metal, onde comenta sobre cada banda nascida naquele país até o ano em que o livro foi impresso, 2008. - (Note, são comentários qualitativos, opinando (em alguns casos) inclusive sobre a desenvoltura dos músicos nos álbums, por exemplo).

Ok, chega de papo. Vou deixar que o próprio Ekeroth conte como foi esse período espetacular da música extrema no final dos 80´s, início de 90.

Enjoy, fuckers!
\m/  

1. No prefácio do livro você conta um pouco sobre seu quarto e sua coleção de zines e k7s usados para a sua pesquisa. Eu acredito que muitas pessoas também tenham tais coleções (quem sabe até maiores), mas nenhuma resolveu escrever um livro por causa disso. Qual foi o principal motivo que o levou a escrever o Swedish Death Metal? Escrever um livro já era um plano antigo?

Bem, eu não tenho muitos mais k7s. A maioria eu perdi quando eu mudei de casa no começo dos anos 90, porém ainda tenho todos meus fanzines e todo projeto começou como uma lista das demos que havia perdido. Então a tal lista virou uma segunda lista, de todas demos de bandas suécas, e essa lista virou outra. Um tipo de A a Z de bandas Suecas…. e antes de eu perceber, o projeto havia crescido demais.

Meu quarto era tomado por minha coleção de filmes de terror, que por sinal eu vendi para pagar a impressão do livro. Você tem que fazer sacrifícios para se manter criativo.

2. Quanto tempo levou o processo todo de pesquisa, entrevistas, elaboração de texto, até o lançamento? Você teve algum apoio financeiro nesse tempo pra se dedicar ao projeto? Em qual ponto a Bazillion Points mostrou-se interessada no livro?

No total demorou de 5 a 6 anos, e nos últimos 2 anos eu trabalhei 24 horas por dia… e jamais, jamais dormi! Eu nunca recebi grana alguma ou financiamento, como te disse, eu vendi a maioria dos meus pertences para publicar o livro. Entretanto eu nunca me arrependi.

Ian Christie leu, me contactou e disse que tinha interesse em começar uma editora que pudesse lançar o livro no mundo inteiro. Ian é um cara legal, óbvio que eu aceitei. Daí em diante nós trabalhamos juntos, e estou bem feliz como as coisas aconteceram e todos lançamentos que fizemos.

3. Logo no começo você comenta que ainda deixou bastante coisa de fora pra que o livro ficasse num tamanho razoável. Imagino que a pesquisa deve ter sido longa e o resultado incrivelmente rico. Você poderia citar mais algumas coisas que ficaram de fora ou alguma curiosidade que passou batido e você gostaria de ter colocado mas esqueceu?

Eu decidi logo no começo em deixar pra trás quase todo o Black metal 90`s, já que era uma cena totalmente diferente. Depois cortei um pouco do Thrash metal , crust punk e me concentrar apenas no real deal.

Por fim, decidi encerrar a historia do livro por volta de 1993, porque na minha opinião foi até onde a cena original viveu. Um adendo, eu provavelmente escreva outro livro sobre a cena crust punk sueca na decada de 80! - Eu piro demais! (N. do IB: Nós também, esperamos que realmente aconteça!).

4. A linguagem do livro é de entendimento muito fácil, na verdade eu me sinto num bate-papo com um amigo num bar enquanto leio. Claro que isso ratifica a sinceridade da sua opinião. Inclusive no Glossário, você classifica e opinia não só sobre elas, mas sobre a desenvoltura dos músicos no disco. Alguém ou alguma das bandas se ofendeu com algum comentário seu sobre elas?

Nunca. Foi o contrário, vários deram risada sobre o quanto eu destratei a banda deles. Os primeiros anos da cena death metal era honesta com o ambiente bastante amigavel, sem egos inflados ou pretensões sobre si.

5. Recentemente nós postamos os videos do GROTESQUE e do NIRVANA 2002 na festa de lançamento do livro. Qual é o sentimento de ver essas bandas históricas na festa de lançamento do seu livro, inclusive o Nirvana 2002 se apresentando pela primeira vez lá?

Foi realizar um sonho. Foi muito fácil trabalhar com os caras, jamais pediram dinheiro ou qualquer outra coisa. Eles organizaram tudo sozinhos, remontaram as bandas e DESTRUÍRAM no palco.

Na Foto: Grotesque durante a reunion.

6. Bandas como UNLEASHED e GRAVE (pra citar algumas) embora sejam da mesma época e seguido a mesma cartilha que o ENTOMBED e o DISMEMBER, sempre tiveram menor destaque. Quais fatores você acha que eram definitivos para uma banda suéca assinar com um selo menor ou maior? Falo isso porque há dois anos, o GRAVE esteve no Brasil, e pude conferir o show (Que aliás foi ótimo), porém com um público lamentável de tão pequeno. O oposto de quando vieram ENTOMBED e DISMEMBER.

O Entombed para mim foi a cabeça e os ombros de todas bandas suecas no começo dos anos 90, eles tem melhores musicas e eram de longe eram os melhores musicos.

Ao vivo, ninguém jamais chegou perto, o Entombed definitivamente era a melhor , e tomaram a dianteira da cena. E ainda digo que continuam os melhores hoje em dia, mesmo que outras bandas cheguem perto musicalmente, você sempre se recorda dos mestres.

7. Eu me lembro de no final da década de 90 e acho que até alguns anos na de 00, tinha no ar o site SWEDISHMETAL.NET. Lembro vagamente de uma primeira versão logo que comecei a procurar mais sobre metal suéco e era uma excelente referência para quem estava a procura desse tipo de banda. Em seguida houve uma atualização onde passou a ser um site de metal mais genérico até que encerrou as atividades. Pra mim, com 16/17 anos na época parecia um site bem sólido para referencia. Funcionava, até onde me me lembro, como uma vitrine da cena suéca. Você conheceu o site? ele tinha algum valor pra vcs?

Nunca ouvi falar sobre…. Mas estou longe de ser um cara de internet, olho meus emails e só. Eu sou velho, não consigo acompanhar tudo que acontece…

8. Em alguns momentos do livro, fica claro que havia uma “corrida” pra quem era o mais brutal, o mais obscuro, o mais black metal e afins. Com isso vem a pergunta que deveria lhe fazer até por ser um blog brasileiro. Como foi a recepção do INRI do SARCOFAGO? Em diversas entrevistas de bandas importantes tanto da Suécia quando da Noruega, eles são citados como grande influência pela brutalidade sem precedentes até então e a imagem totalmente ligada ao black metal (diferente do do NAPALM DEATH, que era totalmente punk). Qual a sua opinião sobre o disco? Você acha que pra cena da época, o disco teve algum impacto?

Eu amo o INRI, mas para mim é um pouco superestimado. Bandas como POSSESSED, DEATH, SEPULTURA e BATHORY tiveram maior impacto sobre mim. As bandas definitivamente competiram para ser a mais rapida nos anos 80. Alguns exemplos, SOD, WEHRMACHT, NAPALM DEATH… Ah, bons tempos!

9. Durante a primeira parte da década passada, todas as bandas clássicas gravaram no SUNLIGHT STUDIO, que se tornou uma referência mundial para o estilo. Você acha que além do pedal da Boss a Gibson (como você mostra nos videos sobre o tema) o estúdio era determinante pra uma sonoridade tão específica?

O estudio Sunlight foi importante. Skogsberg tinha um ouvido muito bom, e além disso tinha algo errado com a mesa de mixagem, então tudo soava extremo (muita eletricidade pelo que fiquei sabendo). Ainda assim, o pedal é o mais importante
fator do som.

Originalmente não tinha nenhum Marshall. O Left Hand Path foi gravado com um Peavey Combo, e acredito que todas as bandas usaram isso na época, até porque era o único amplificador disponível.

10. Com a cena de gotemburgo (o Gothenburg Sound) do final da década de 90, houve um “boom” das bandas de melodic death metal. Muitos fans de Death Metal Suéco repudiam o estilo. De fato, há de fato um enorme abismo entre os dois. Lembro de um anúncio do CENTINEX no lançamento do Hellbrigade, onde nitidamente rolava uma “brincadeira ofensiva” às bandas do estilo. Como você posiciona entre esses “dois mundos” suécos?

Eu amo DISSECTION e AT THE GATES. todas as bandas que surgiram depois não são death metal para mim. Eles deixaram tudo chato, generico e estéril. E essa história de “ódio” entre Estocolmo e Gotemburgo é exagerada, as pessoas geralmente são bem amigáveis entre as duas cidades.

- Fim da parte I, enquanto isso, pegue seu Left Hand Path, coloque no talo e aguarde pela segunda parte na próxima semana.


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Death Breath - Wrath of the Corpse (curta)

Assite ae o curta espetacular do Death Breath que sipá foi baseado no Night of the Living Dead.

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4 Swedish Death Metal pós-2005

Seguindo a linha de um post que fizemos tempos atrás, "5 Bandas suécas que você deve conhecer", faremos hoje a segunda parte, porém escolhemos 4 bandas exclusivamente de death metal oldschool que fizeram sua estréia (mesmo com EP) de 2005 pra cá e que provavelmente vc ainda não conhece.

1. Maim


From the tomb to the womb é grosseiramente um dos discos mais maduros da nova geracao de bandas de death metal, e diria que o Maim, como banda, idem.
Sem frescura, influências de bandas como Asphyx , Repulsion, Rottrevore, Bolt Thrower estão aí, perfeitamente sedimentadas num death metal que soa como piche fervendo.
E não é isso que o death metal propõe? A produção do disco é cuidadosamente guiada do lindo ao raw gosmento. Se você curte coisa cristalina, bem produzida……dê um abraco bem gostoso nos seus discos do Behemoth, fique em frente ao espelho e repita “Death metal não é pra mim” 15 vezes, dê uma estrelinha e feche esse post.

http://www.myspace.com/maimdeathmetal


2. Morbus Chon


Duas demos e um EP recém lancado e definitivamente é uma das melhores supresas que tive.
Eu fico bem feliz quando vejo bandas da suécia que mostram que existe vida no Old School Death Metal além do Heavy Metal da Boss.
Deathstrike, Autopsy, Sarcofago, (old) Pestilence, Merciless são as bandas que imediatamente vem a minha cabeca quando ouco o 7” EP.
Tem uma entrevista bem massa na VICE Magazine (fuck….that´s hype!!) Se liga ae>

E o myspace pra ouvir com a namorada, caso tenha acabado de decapitá-la ou esteja planejando isso.


http://www.myspace.com/morbuschronband


3 - Bone Gnawer


Feast of the Flesh é o death metal contra qualquer forma passiva de vida, sem boi.
A influência de Unleash é nitida. Logo a banda é para você que está cansado das letras sobre o inverno gelado e como os vikings ancoravam seus barcos prendendo-os em suas bolsas escrotais. A banda é parte suéca, parte americana, já que o vocal é de ninguém menos que o Kam Lee, do Massacre (US) e o resto da banda só nego de classe do Death Metal suéco: baixista do Carve, Deranged, Edge of Sanity; Guitarra do Ribspreader, batera do Naglfar (opa, essa é uma merda, mas vc entendeu o ponto).
Fato: Os caras sabem o que estão fazendo! e Feast of Flesh é um dos maiores lançamentos do estilo nos últimos anos.
 Essa banda vai manter sua barriga de taenia solium por um bom tempo.

O myspace tá bugado, se liga uns sons ae:




4. Son of Earth

Um aviso… nem adianta googlear muito porque não vai a lugar algum além da música do Samael. A banda não tem foto, não tem myspace (sorry kids, tru to the bone!), o debut LP foi lancado apenas no México e os caras da banda jamais receberam as cópias. Algumas distros européias possuem as cópias, e o preço não passa de 10 dolares. Detalhe que o album foi gravado no estúdio de ensaio dos caras. Mais underground que isso, não fica.Son of Earth fez uma brevissima passagem pelo death metal, e que por vários motivos não existe mais. Mas chega de fofoca, SoE é OLD SCHOOL DEATH METAL TUDO COM LETRA MAIÚSCULA, com influencias nitidas de Incantation, Macabre End, Axis Powers e passagens à la Autopsy.A maneira mais fácil de ouvir essa perola anti death metal futurista, é baixando* (já que comprando sabemos toda a burocracia, grana e chatisse para adiquirir as coisas no brasil), daí pra frente o nivel de lodo e mofo que seu ouvido vai adiquirir é proporcional a quantas vezes você ouvir, e garanto, serão muitas!
BAIXA AE >
Se tiverem a chance, tentem comprar o disco, e use seu computador apenas pra jogar Stunts e Wolf3d.
*O IB não é um blog de download, apenas postamos quando aparecem pérolas como essa.

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