Sunn O))) - O primeiro Show

em 1998, um ano antes de The Grimmrobe Demos. Pobrinho pra kct comparado aos rolets de hoje dos caras, né? Certeza que o Toninho do Diabo aprovaria essa capa de Cetim®. 

Ouça a música que leva o nome do errante gênio do Earth, Dylan Carlson.

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Stephen O´Malley & Maja S.K.Ratkje - Where were you when they cut me down from the gallows? 

Um trabalho colaborativo dos dois regendo um orquestra de tubas, trombones e outros sopros e outros metais.

Puta video lindo! 12 minutos muito bem editados, de vários angulos e tudo mais… E a música, nem precisa comentar he-he-he.

Note a caralhada de equipo do cara, incluindo uma geladeira Orange e a infinidade de pedais… 

Esse outro video é de alguém que tava lá e filmou mais uns 7 minutos de brinde pros truzera ;)



Valeu pelo toque, @mariorabelo

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Sunn O))) - The Electric Drone (mini-doc) - Parece que feito na boa vontade por um francês maluco

  • 17 minutos;
  • Entrevista com Greg Anderson + Stephen O´Malley
  • Trechos bonitinhos de shows com o Attila

Aliás as entrevistas são muito massa, o Greg Anderson fala um pouco sobre como é tocar no Sunn O))) e a visão dele sobre a banda. O SOMA também fala sobre isso, cita o Justin Broadrick e o Masami Akita (Merzbow), comenta sobre ter tocado no museu e na igreja.

Foda!

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Entrevista: Attila Csihar

Senhores(as), 

Que momento!

Brilhante e genial como o entrevistado de hoje, a lenda que dispensa qualquer introdução: Attila Csihar

Vou contar só como rolou a entrevista: Na época do show do Mayhem, eu recebi um email de alguém me perguntando se eu teria o contato de quem estava trazendo eles para o Brazil porque queria fazer essa entrevista. Como eu tinha, passei. 

A idéia inicial era que a entrevista fosse publicada em uma revista grade, mas não rolou. 

Tempos depois, recebo novamente email daquela pessoa dizendo que não rolaria na tal revista, se eu não gostaria de publicar. ESPETÁCULO! Belo presente.

A entrevista rolou da melhor forma, uma conversa por Skype e, por isso você vê que tá esquemão bate-papo. O Attila foi simpático pra kct, respondeu a tudo com uma puta boa vontade, não economizou nas palavras, tampouco no sentimento que coloca em cada resposta. 

Obrigado pelo presente, Raquel Setz.

  • Devido ao resultado ter sido gigante, a entrevista será dividida em partes, e você fica com a primeira agora. 

Attila Csihar - None above, none equal. 


Gostaria de começar falando da sua técnica vocal. Você teve aulas de canto lírico, certo?

Sim. Na verdade, foi há bastante tempo, no começo dos anos 90. Tive aulas com professores de canto para aprender técnicas de canto lírico, que são basicamente sobre respiração. Nas óperas antigas não havia amplificadores, então eles tinham que contar só com a própria voz, e é por isso que eles cantam tão alto. Eu estava interessado em aprender isso. Tive uns dois professores ao longo dos anos, e tentei aprender essas técnicas de respiração, essa respiração profunda. E aí é claro que usei pra cantar metal extremo. (risos) E eu pratico respiração. Dá para praticar em casa.

Eu deveria praticar, mas estou meio preguiçoso ultimamente. (risos) A voz é como um instrumento. Seu corpo é um instrumento e você tem que aprender a tocá-lo. Separar os músculos, coisas assim. E é saudável aprender a maneira correta de respirar. Quando eu era criança, só respirava pela boca, não sei por quê. Mas depois desses treinos aprendi a respirar do jeito certo.

Nunca rolou nenhum problema com sua garganta cantando dessa forma?

Não. Você aprende como fazer. Claro que minha garganta também foi ficando maisforte com o passar dos anos. Nunca machuquei porque você aprende a alongá-la, mas sem forçar.

É complexo. Basicamente, você relaxa a garganta e trabalha com músculos do estômago.



Nos discos com o Sunn O))), você explora várias possibilidades com a sua voz, até aquela técnica de monges, em que eles criam um harmônico na garganta. Como foi esse processo?

É bem interessante, gostaria de aprender mais. Acho que essa técnica é do Norte da Índia e do Tibet. Chamada “throat singing” (N. do IB - Rgyud-skad). Na verdade, sou autodidata, não tive nenhum professor.

Infelizmente, até agora não consegui achar ninguém que pudesse me mostrar exatamente como fazer. Eu deveria achar uns monges na Índia (risos) ou Mongólia pra me mostrar. Mas o que eu aprendi é que você faz esse formato especial com sua língua, cria uma câmara na boca e a ressonância acontece ali. Então além da sua voz, saem esses harmônicos. Ainda estou aprendendo. (risos). Provavelmente, vai levar uns anos. Não é fácil…

Ps. Se liga qual é o lance do Throat Singing > 



Imre Peemot: É um finlandês que também estuda essa técnica enlouquecidamente, quem me passou esse cara foi o Dmitry do Phurpa, quando falou de um projeto onde ele fizeram uma jam em um festival na rússia. Chamaram de The Droners, se liga o video aqui > 

Você já estava explorando essas técnicas ou foi para o Sunn O)))?

Me interesso por música e pelos vocais, então quando descubro alguma coisa gosto de usá-la. Sunn O))) é uma banda experimental, então eu aprendo muito com eles, tocando com eles, tocando ao vivo com eles, porque o volume no palco é tão alto.

É bem difícil cantar num show do Sunn O))).

Ainda sobre o Sunn O))), rolou de você cantar em um caixão. Como foi a experiência?

Foi bem legal, na verdade. Existe um escultor chamado Banks Violette, que faz umas esculturas bem modernas. Ele é um artista bem legal e nós fizemos a música em uma de suas exposições.

Foi em uma galeria em Londres e nós, a banda, estávamos tocando em uma sala no andar de baixo. E estávamos fechados nessa sala, ninguém podia nos ver. E no andar de cima ficava a exposição, e era exatamente os equipamentos e as guitarras transformados em esculturas, em esculturas brancas (Banks cobriu os amplificadores e instrumentos com uma camada de sal (se liga >).

Banks fez um caixão, o meu caixão, e eu tinha que cantar de dentro dele, o que foi uma experiência muito interessante. Quando a exposição foi aberta, nós começamos a tocar e o volume, é óbvio, estava bem alto, o prédio todo tremia.

Mas as pessoas não conseguiam nos ver, então elas só ouviam esse som intenso vindo da sala. Mas elas podiam subir um andar e ver a exposição. A ideia toda era a oposição entre andar de baixo/ andar de cima, branco e preto, nós estávamos lá, mas não estávamos. O caixão simbolizava que eu estava vivo, mas também morto… havia várias ideias bacanas por trás. Foi uma loucura cantar de dentro de um caixão.

Eu amo o Sunn O))) porque tive tantas experiências incríveis com essa banda. Às vezes tocamos em lugares bem estranhos, tipo… não sei se você ouviu o disco Dømkirke, foi lançado em vinil. Foi gravado na Noruega, em uma catedral. Foi bem intenso tocar lá. Foi uma experiência marcante porque eu pude tocar o órgão antes do show. Eles têm um órgão gigante lá. Era um sonho de infância, um dia tocar um órgão, mas como você faz para tocar um órgão em uma igreja?

Normalmente, não permitem que façamos isso, mas daquela vez eu pude. 

Era o segundo maior órgão da Escandinávia. Eu gosto do Sunn O))) porque… por exemplo, em Nova York nós tocamos em um templo maçônico (risos), o que também foi interessante. Às vezes tocamos nesses lugares e é totalmente diferente do Mayhem. Gosto de fazer coisas diferentes, tentar coisas diferentes.

Uma coisa que me intriga é que com o Sunn O))) você toca em catedrais e templos. Nunca teve algum problema? Nunca o administrador de um desses lugares deu um Google na banda e descobriu que você cantou com caras que queimavam igrejas?

Eu nunca participei de nenhum incêndio a igreja (N. do IB, nói sabe as fita, Brito), mas conheço a história e eu estava lá, quero dizer, estava por lá. Quando tocamos na Noruega, eles promoveram o show como um show do Sunn O))), eles não colocaram quem estava na formação. Provavelmente, se ouvissem meu nome, não teríamos permissão para tocar lá. Eles não sabiam que eu estaria lá (risos). Mas para mim, é legal transformar essas igrejas em… quero dizer, não sou religioso, mas acho que as construções, as catedrais em si, são legais, são bons lugares para se fazer show.

Na verdade, eu prefiro tocar em igrejas e transformá-las em casas de show do que queimá-las (risos). Talvez.

Certamente é melhor haha.

É. Foi bem extremo o que fizemos na igreja. A música, o som era tão intenso. Na verdade, o padre não queria que tocássemos lá, mas o cantor, o cara que toca órgão e canta na igreja – esse cara é ligado ao mundo das artes e da música. Ele disse que – porque sempre há concertos de música clássica lá – que eles deveriam deixar a igreja ser usada para música mais moderna. Ele era bem poderoso e pode fazer mesmo com o padre não querendo.

Foi um êxtase para mim. Pude cantar nesse lugar grande, e todos os ecos. Uma atmosfera bem especial.



Voltando no tempo, em entrevistas você disse que ainda moleque você já ouvia heavy metal e coisas experimentais, como Swans. Sei que a Hungria era bem mais aberta que os outros países do leste europeu, mas era fácil achar esses discos e a música extrema era totalmente perimitida nessa época?

A Hungria foi muito influenciada e ocupada pelos russos, o exército russo estava presente no país.

Mas, em 56, a Hungria teve essa revolução, que foi uma confusão, e o exército russo trouxe mais forças ao país. Os russos que haviam ocupado a Hungria foram pro lado da Hungria e no fim eram russos lutando contra russos (risos). A revolução foi esmagada, mas pelo menos depois disso nos tornamos um pouco mais livres que os outros países. Podíamos viajar para o ocidente uma vez a cada três anos.

Tínhamos que tirar visto e era meio complicado, mas ainda assim podíamos fazer. E assim algumas comodidades e discos entravam no país, então era mais fácil achar música aqui do que em outros países do leste europeu. Os outros não conseguiam atravessar a então chamada cortina de ferro – que era literalmente uma cortina de ferro, com cercas, torres de observação militares, militares tomando conta. Mas nós, húngaros, éramos mais livres, podíamos ir para o ocidente, tínhamos coisas. Também dava para encontrar uns discos vindos da Iugoslávia, mas não de metal extremo. Metal extremo tinha que vir de fora. Em Budapeste, onde eu moro, havia duas lojas privadas de discos, pequenas, onde dava para encontrar alguns discos.

Consegui o disco do Bathory quando foi lançado.

Então não havia censura em relação à música?

Sim, mas não era tão dura. Se você não falasse sobre política nas letras… por exemplo, letrasanti-religião não eram tão mal vistas. Eles não gostavam muito, mas não era censurado. Se você começasse a falar de política, seria censurado imediatamente, talvez até preso. Mas os comunistas também não gostavam de religião, então não íamos muito contra o sistema.

É claro que você tinha que ter cuidado. Eles não gostavam do nosso visual, da nossa música, mas ao menos não nos censuraram ideologicamente. No fim, o disco do Tormentor não pode ser lançado por alguma razão estranha. Não dava para lançar discos, mas dava para fazer shows. Se ninguém chamasse a polícia, estava ok.

Sobre o De Mysteriis dom Sathanas, sua voz nele é bem diferente da voz do Dead. É mais sóbria e até mais melódica. Por que optou por esse caminho?

É bem simples de responder: Porque eu não gosto de repetir, nem a mim mesmo.

Sempre gosto de experimentar, descobrir coisas novas. Se você olhar para os discos do Mayhem, todos os discos soam muito diferentes. Mesmo o meu trabalho, quando canto em uma banda ou em outra, é diferente. Então eu gosto de usar vozes diferentes.

O que aconteceu, basicamente, foi que tivemos alguns ensaios, estávamos conversando e experimentando como soava. Eu podia gritar os vocais, no jeito mais tradicional de se cantar black metal. Mas eu mostrei pros caras algumas coisas diferentes, como aquela voz mais grave com um toque de melodia, também a voz do padre. Eles adoraram tanto que decidimos usar. Não foi só ideia minha. Claro que foi estranho, mas na música você deve fazer o que te satisfaz, o que você pensa que é certo, mesmo que todo mundo esteja dizendo que é errado.

Ouvi dizer que quando o disco foi lançado as pessoas ficaram surpresas e céticas, e algumas não gostaram. Mas com o tempo, elas entenderam – quase todas – porque hoje elas falam de como esse disco foi importante. Precisou de um pouco de tempo. Lembro que, quando eu era moleque, os melhores discos, os que se tornaram meus favoritos, eu não gostei de cara, achei estranhos. Quando me deparo com um disco que é estranho e esquisito, mas também percebo que alguém está tentando algo diferente, dou uma segunda chance e tento ouvir mais uma vez e até uma terceira vez. E então você começa a sacar. Para alguns discos e algumas músicas, é preciso mais tempo para compreender. Por exemplo, nosso último disco.

Ordo ad Chao. Pessoas que escolhem um disco baseando-se em como ele soa nos primeiros cincosegundos provavelmente descartaram de cara. Mas as pessoas mais cuidadosas viraram fãs. Por exemplo, um cara da Metal Hammer alemã contou que à princípio ele não gostou do disco, achou que soava muito, muito estranho. Mas aí à noite, ele pensou: “Bom, ainda é Mayhem, deve ter alguma coisa aí”.

Então ele apagou as luzes, começou a ouvir o disco na escuridão total e, de repente, ele surtou e ficou maluco com o disco.

Não somos uma banda pop, não estamos tocando para as massas, estamos tocando para as pessoas que se preocupam em prestar atenção, ir a fundo e entender a filosofia por trás de um disco. Black metal e metal extremo são multidimensionais.

Não é como música pop, que é sobre a vida e coisas comuns do dia-a-dia. Ninguém está cantando sobre um novo carro, ou sobre como seu relógio é bacana e seu vestido é bonito. Não fazemos música comercial, é preciso se esforçar um pouco mais para entender um disco.

Há emoções profundas e uma filosofia profunda ali. Não quero citar nomes, mas um amigo meu está tocando em uma banda de metal bem grande e ele me convidou para o show. Fui a essa arena gigante nos Estados Unidos, e fiquei pensando: “Há aqui milhares e milhares de pessoas, mas elas não estão curtindo de verdade”. Elas simplesmente estavam lá, assistindo e conversando, tomando umas, essas coisas.

Eu prefiro ter menos pessoas, mas que estão curtindo a música e prestando atenção e sendo parte do show, porque acredito que a plateia é parte do show, não é algo separado. É importante sentir a reação da plateia.

Mas acho que com bandas como o Mayhem e o Sunn O))), a música é tão intensa que a pessoa não consegue estar em um show bebendo e conversando. Você precisa se concentrar.

Espero que sim. Espero que a música abra suas cabeças. Ontem fui a um show do Voivod aqui em Budapeste. Fui com meu filho – ele tem 16 anos agora, então estamos começando a ir juntos a alguns shows de metal –, e o Voivod é tão bom, tão incrível, que eu não me imaginaria conversando com alguém. Tive que assistir e ouvir tudo o show todo. Claro que há bandas e shows que não são tão interessantes, mas aí eu simplesmente vou embora.

Não vou ficar e conversar no meio da multidão, incomodando as outras pessoas.

Voltando ao De Mysteriis. Durante o tempo que você passou lá, você percebeu que as coisas estavam ficando insanas (igrejas queimadas e tudo mais)?

Na verdade, era muito empolgante ouvir sobre isso (risos). Foi bem intenso e interessante. Eu, particularmente, não sou muito chegado nessas atividades. Acho que a música é mais forte. 

Se você fizer um ótimo disco, vai mudar mais coisas do que queimando uma igreja. E também entendo que algumas dessas igrejas tinham uma arquitetura legal, eram parte da cultura, então não concordo totalmente com isso.

Sou contra a filosofia da igreja. Para mim, é só poder e manipulação, há um monte de informações falsas rolando lá. Então não era contra a construção (risos), era contra o espírito e a filosofia. As construções em si são legais, artisticamente.

Já toquei em igrejas, são ótimos lugares para shows. Mas, naquela época, foi importante. E nós também éramos jovens, provavelmente não faríamos isso hoje. Na verdade, eu nunca participei de nada disso.

Mas como eu estou te dizendo: se você faz um ótimo disco e milhares de pessoas ouvem, você pode provocar mais mudanças do que destruindo uma igreja ou um túmulo – na verdade, não vejo nenhum sentido em destruir um túmulo. Deve haver uma mensagem por trás. Mas não acho que nós – ou eles – estavam pensando sobre isso, apenas aconteceu, intensamente. 

Estou perguntando porque eu queria entender aquele ambiente. Havia muitas coisas malucas acontecendo. Não apenas a queima de igrejas, mas também assassinatos, mas o suicídio (que na real foi uma auto-carnificina hehe) do DEAD e o próprio truta dele tirando fotos. É insano. Como foi viver, mesmo que por um curto período, em um ambiente assim?

Bom, é muito complexo e nem um pouco fácil de responder. Infelizmente, muitos suicídios acontecem no mundo. Foi especial no nosso caso, porque estava muito ligado à música, já que a música tem essa filosofia de questionar a morte e até desafiá-la. Então, quando o vocalista cometeu suicídio… a mídia também tornou a coisa muito maior.

Assassinatos acontecem todo dia, assim como suicídios. Às vezes, as pessoas chegam a um ponto em que não veem nenhuma solução. Mas, no caso do Dead, ouvi que ele era completamente fascinado pela ideia de morrer.

Ele sofreu um acidente quando era mais novo, em que quase morreu. Ele falava nisso. Ele era completamente fascinado pela morte, mas ninguém sabe o que aconteceu. É muito difícil entender o que se passa dentro da cabeça de alguém. Eu mesmo tive alguns pensamentos suicidas quando era mais jovem, então posso entender. Há um período na vida em que você tem esse fascínio pela morte, e se a pessoa se interessa por dimensões espirituais, que estão por trás do nosso corpo e além dessa dimensão material, a morte pode ser bem atraente.

A vida pode ser bem difícil às vezes, então algumas pessoas simplesmente decidem acabar com a própria vida, o que é meio estranho… Fico feliz de não ter feito isso, na verdade. Então ainda estou aqui e podemos conversar.

Clique na imagem leia:

 

Mas você sabia, por exemplo, sobre as fotos quando foi para lá?

Sim, eu vi as fotos. É uma carnificina. Muito chocante ver alguém com os miolos estourados.

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Attila Csihar - Entrevista muito massa durante o Hellfest. 

Fora o sotaque que já vale o rolet.

 

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Dylan Carlson disse… 

Dylan Carlson disse… 

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Entrevista: Randall Dunn (Sunn O))), Earth, WiTTR)

 

Eis a entrevista com o dronemaker Randall Dunn

O cara é produtor, engenheiro de som, músico, eterno turista do mundo e cabeça por trás das maiores produções da “cena drone” americana. 

Para surpresa, durante a entrevista ele revela que fechou o Aleph, estudio em que trabalhava com seu sócio e de onde sairam discos seminais de bandas como Earth, Sunn O))), Wolves in the Throne Room,  KTL, Eagle Twins, Ascend e mais uma caralhada sob o guarda-chuva do poderosíssimo selo de propriedade do “the warrior” (como se denomina na assinatura dos emails) Greg Anderson, a Southern Lord

Conheça um pouco do processo de trabalho, a vida com o Masters Musicians of Bukkake e a relação entre drones e drone, o estilo. - Que aliás responde de forma brilhante.

1. Queria começar dando os parabéns pelo show do Masters of Musicians of Bukkake no Roadburn. Os vídeos que vi eram fenomenais! Como foi a recepção do público? O que vocês acharam do show?

Obrigado! A gente se divertiu muito. O Roadburn é um dos meus festivais favoritos em toda Europa, o line-up sempre é incrível e segue uma temática bem bacana. O show foi inacreditável pra nós também e segue como um dos que mais gostei e pude fazer!



2. Cara, falando nisso, como está a sua relação com o Master Musicians? Tanto em estúdio quanto ao vivo, você é membro efetivo da banda? Pergunto isso porque boto fé que muito do seu esforço se concentra no seu estúdio, ALEPH, como você se vira entre uma coisa e outra? 

Sou meio que o peão da banda, entende? Pegando todos os conceitos e arrumando tudo direitinho numa coisa só. Ao vivo, toco teclados e guitarra e o que mais for preciso. Sempre tiro um tempo pro MMOB.

Sempre trabalhei duro fazendo os discos dos outros, mas agora dou um jeito de fazer minha música também. O problema mesmo é se dividir psicológica e psiquicamente entre tudo isso! hehe


3. Pesquisando um pouco sobre a seus trampos como produtor, encontrei lá em 2003 que você trabalhou como produtor pro John Zorn, o que parece ter sido um puta trampo. Como foi rolou isso?


Na real, isso é informação errada, haha. Nunca trabalhei DIRETAMENTE com o Zorn, só uns projetos pro selo dele. Mas fiz uns trampos com outros caras do Naked City

Bem, teria sido BEM FODA e BASTANTE coisa mesmo, haha.



4. Pelos resultado que tem atingido nos seus trampos como produtor, você se sente de certa forma responsável pela maturidade e “sucesso” alcançado pelas bandas com as quais trabalhou durante esses anos, como Sunn O))), Earth e Wolves In The Throne Room entre outras zilhares?

Não me sinto nada responsável, tem muito que vem e vai em uma banda antes mesmo de eu entrar em cena. Uma tonelada de esforço e sacríficio. 

Acredito que essas colaborações ajudaram de alguma forma, ao levar a banda e sua sonoridade à um novo público e novas possibilidades musicais. Dito isso, cada um dos artistas mencionados tem uma personalidade forte e idéias específicas dentro do estúdio.

É um prazer ter trabalhado com todos, só posso trabalhar bem se o que estou trabalhando em cima é igualmente bom e inspirador.

5. Vim com esse papo de maturidade (dentro deste tipo de música) porque sinto que a produção como um todo melhorou bastante, boa parte graças ao seu trabalho, que virou referência no gênero. O quanto disso você associa com o fato de pôr seu sentimento na coisa toda e que equipamentos você usa pra este fim?

Obrigado, esse é um tremendo elogio! Trabalho com este tipo de música à qual tinha uma noção beeeem diferente em relação aos outros que já lidavam com ela. Influências diferentes e equipamentos diferentes.

Dou tudo de mim quando trabalho em um disco e quando trabalho com gente como essas que você citou, coisas realmente incríveis podem acontecer numa gravação.

6. Ainda sobre equipamento e tal, você poderia falar um pouco do seu line-up que usa no Aleph ou você prefere manter como segredo de estado?

Na real, bizarramente enquanto escrevo isso aqui, fechei as portas do estudio. Meu sócio e eu decidimos tocar o barco. Não há nada de secreto ali, é mais uma questão de abordagem do que qualquer outra coisa.

Foi um bom lugar por um tempo, mas meio que desencanei dali e do que poderia fazer por lá. Não importa o local, o que importa é o approach.  

Tinha lá pelo Aleph muito equipamento analógico e tal que auxiliava nesse approach. No final-das-contas, Aleph Studios é mais um método do que só um lugar.

 
7. Baseando-se nas bandas com que você trabalhou, qual você diria que foi a mais difícil? Alguma delas você via como projeto dos sonhos ou tem alguma da qual você curtiu mais ter trabalhado junto?

Hm, essa é díficil. Monoliths & Dimensions, do Sunn O))) foi bem desafiador e em vários níveis. Aprendi muito fazendo aquilo. Gostaria de trabalhar com uma orquestra maior ao lado do O’Malley (Stephen), em algum ponto, acho que escuto a música de forma similar à dele.

Fora isso, qualquer trampo com o Alan Bishop já é um sonho, haha.


8. Através dos anos você trabalhou com alguns dos maiores gênios da música contemporânea, entre eles Stephen O’Malley, Atsuo Mizuno (BORIS), Joe Preston (MELVINS, EARTH, THRONES) e Dylan Carlson (EARTH), pra citar alguns. Como é lidar com essas pessoas em estúdio? Você tem liberdade pra fazer as coisas do seu jeito?

É demais, todos esses caras são bem seguros em relação a sua arte e o que estão fazendo. Grandes artistas sabem quando delegar e quando pedir ajuda em sua visão. Aí é quando você pode fazer algo maior do que ambos fariam, individualmente.

 
9. Ainda sobre Sunn O))), Boris, Earth e incluindo o Wolves in the Throne Room, você trabalhou com uma porrada de gente diferente. Cada um com sua própria sonoridade, dificultando até dizer que saiu tudo do mesmo estúdio, uma qualidade rara, já que a maioria dos estúdios já tem quase tudo automatizado e produzem bandas em quantidades industriais. Gostaria que você comentasse o seu processo de fazer um disco. Se você usa algum tipo de padrão ou há uma preocupação legítima em deixar cada um com uma identidade?

Tudo o que tento fazer tem uma identidade própria. Tento fazê-la crescer e expandir cada vez mais.

Acho importa que cada disco tenha sua forma, seu espaço. Não teria como ter padrões nem se eu quisesse…

10. E nessas produções você tende à usar digital ou analógico?

É uma combinação dos dois, na real, mas prefiro analógico e tento manter assim durante a maior parte do tempo.


11. Existe algum artista ou banda que você gostaria de produzir? Se pudesse escolher, quem seria?

Psychic Paramount seria divertido. Tangerine Dream, se estivéssemos em 1976, haha ou então algo pro John McGlaughlin, um retorno aquele som do Mahavishnu Orchestra, hehe.

12. Cara, em alguns dos discos que você produz, você mete a cara e acaba participando, como no Hibernaculum e no Monoliths & Dimensions. Como funciona isso? Você deixa uns instrumentos ali e encaixa onde acha que dá ou há algo combinado, ensaios pra ver como vai ficar?

Só acontece. Tento não forçar nada, tem horas em que simplesmente tem que acontecer. É espontâneo, normalmente.

  

13. Além do Celestial Lineage do Wolves in the Throne Room, que você está produzindo agora, como está a fila de trabalho do Aleph agora?

Na verdade, trabalhei com o Wolves em outros estúdios, a música deles pedia algo diferente. Metade foi feito no Aleph e metade em outros lugares.

Agora, trabalho numa colaboração da Björk com um artista sírio chamado Omar Souleyman. E o novo do MMOB chamado “FAR WEST”.

14. Cara, sempre que leio algo sobre você, está relacionado à música indiana/tibetana, sons fora desse esquema drone/doom, apesar de ainda drone. Pessoalmente, como você vê a relação entre música étnica/ritualística e drone enquanto gênero musical? Digo, na época do Black One, vi uma entrevista do SO’MA em que ele dizia que o SUNN O))) era uma banda de Black Metal baseada em drones e achava estranho quando as pessoas se referiam à eles somente como “drone”. Essa correlação entre drones e drone como estilo é adequada ou relevante, na sua opinião? 

Interessante. Conheço música indiana superficialmente. Sei mais sobre os tibetanos. Não me considero uma autoridade, basicamente porque sei de gente que o é de fato. É uma escolha profunda estudar essas músicas em profundidade, o que leva várias vidas.

Sinto que qualquer música pode dar origem à outra. Particularmente, nunca fiz música pensando que faria parte de um gênero como doom ou drone. Ou imaginei que haveria um gênero chamado Drone. É engraçado, pessoas do oriente têm feito música assim há milhares de anos. É só uma ferramenta. É como chamar PREGOS E MARTELOS de gênero musical. É tão ambíguo e bobo quanto.

Acho que o rock, por assim dizer, underground ou popular é melhor quando se vê longe de amarras como etnia ou ritualística ou qualquer outro título mais restrito. No final-das-contas, tudo na vida é um ritual de quem está envolvido com esse tipo de tradição, é até ofensivo botar esse mesmo peso no rock’n’roll.

15. Obrigado pelo seu tempo, o espaço é seu!

Obrigado pelo convite!


Tamikrest - Uma banda tuaregue de Mali

Ali Farka Toure - Red & Green

Aethenor - En Form for Blå

Tangerine Dream - Stratosfear

Tangerine Dream - Ricochet 

Traduzido por: Thiago “Índio” Silva.

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Sunn O))) - SO’MA e Greg Anderson dissecam Monoliths & Dimensions

Tava folheando as interneta esses dias e achei esse post feito pelo The Quietus em 2009, ano do nascimento do Monoliths & Dimensions do Sunn O))). Para a matéria, os caras convidaram os próprios progenitores pra comentarem sobre a cria. 

Stephen O`Malley e Greg Anderson fazem um track by track do disco, comentam as participações no album e o sentimento de manter a chama da má vontade acesa ainda hoje. 

Se liga ae que ficou muito massa.

Aqui no The Quietus já paramos de fazer apostas pra qual será o melhor disco de 2009.

É difícil imaginar qualquer outra banda aparecendo com qualquer outro disco mais intenso, bem-feito, original e simplesmente belo do que Monoliths and Dimensionsleia nossa resenha e descubra o porquê >

Monoliths and Dimensions traz Stephen O’Malley e Greg Anderson revivendo antigas colaborações e em busca de novos companheiros. Parceiro de longa data, Atilla Csihar contribui com uma de suas melhores performances vocais até então, enquanto Steve Moore, trombonista do Earth os levou até Eyvind Kang, compositor, que cuidou dos arranjos de todo disparate de instrumentos usados – de harpas à metais, passando por conchas e até hidrofones – com impressionante coerência. Nas palavras de Greg Anderson, não se trata de um “Metallica sem cordas”.

The Quietus vagua por este prodigioso disco na companhia de O’Malley e Anderson. 

1. ‘Agartha’





Abrindo com o familiar drone terraplanador do Sunn O)))

Greg Anderson: “Na verdade, tudo começou como todos os discos do Sunn O))) comigo e Steve no estúdio, com guitarras e baixos, trabalhando em cima de idéias para riffs. Então toda a instrumentação e músicos foram adicionados posteriormente.

Stephen O’Malley: “Alguém comentou comigo ‘É isso que o Sunn O))) representa pra mim agora, como ouvinte, você, Greg e Atilla’ Esse tem sido o centro de tudo há alguns anos. Não é uma entrada para o álbum desta forma, mas faz sentido”

  • 4:51 - Uma nota parece segurar por mais tempo que o normal e por baixo da mesma, fragmentos de outro som podem ser ouvidos, trepidação alienígena surgindo entre o retumbar vazio do espaço.

GA: “Acho que talvez Steve Moore tenha alguma forma de explicar sua experiência ao tocar com o Sunn O))) que intrigou Eyvind também. Steve Moore (do Earth) é uma pessoa interessante, justamente porque seu passado é bem diferente do meu e do Stephen; ele é um pianista de jazz, ele nunca ouviu o Reign in Blood, do Slayer.”

SO’M: “Na turnê conosco, ele ficava tipo ‘Do que vocês estão falando?’”

Greg Anderson: “Então pude apresentar esse disco à ele e ele curtiu pra caramba. Ele pode encontrar algo em vários tipos de música com as quais se relaciona.

Foi o que aconteceu com o Sunn O))), que é totalmente diferente de qualquer outra coisa com a qual Steve se envolvera anteriormente.

Ele toca com esses músicos experientes e também pode tocar com o Sunn O))) e se integrar, de forma que ele poderá adicionar alguma incrível contribuição musical àquilo e também retirar algo de gratificante pra si mesmo.

Acho que ele tentava passar isso aos seus amigos, estando Eyvind Kang entre eles, o que o intrigou , bem como alguns dos músicos convidados pra esse disco, Steve fez essa ponte.”

  • 5:33 - Entram os vocais de Attila. “Garganteira” como rasgar algodão. Muito espaço aqui. Letras sobre a consciência de rochas anciãs.

SO’M: “Attila é uma tremenda personalidade performática. Sou um grande fã dessa voz.

GA: “A grande diferença entre esse disco e os outros em que Atilla participou é que agora ele está em estúdio, compondo conosco, ao contrário do White Two e Oracle, onde só lhe enviamos as faixas e ele gravou os vocais por cima e nós mixamos. Então, não somente Atilla estava em estúdio com a gente desta vez, mas escrevendo e se inspirando com o que fazíamos e vice-versa. Foi bem legal… resultou em uma performance e colaboração mais forte entre nós três.”

  • 9:50 - Ao passo que Csihar segue sua narrativa, mais sons vêm à tona. É feito com incrível sutileza, cordas desesperadas como pássaros migratórios pegos na rede de um caçador. Soberbo e opressivo.

Stephen O’Malley: “Ele tem esse puta interesse em ocultismo/esoterismo, história alternativa, antropologia e fenômenos desconhecidos. Attila realmente se foca em certos tópicos e então segue em sua jornada por conhecimento ou sei-lá-o-quê. Nessa época, ele estava realmente absorto pela teoria da Terra Oca e megalitos, não pedras em geral e si um específico, que ele sempre mencionava.

Fica no sul do Líbano, tipo um tijolaço de 60m de comprimento por 20m de altura, é tão monstruoso que é algo complicado de mover mesmo hoje em dia. Então ele questiona ‘como chegou aí?’.

É a base de um templo, um templo grego foi construído em cima, depois um templo romano, o Templo de Saturno.  Foi seu último uso religioso, 2000 anos atrás. Isso me inspira também, quando ele ta fixado nesses tópicos.”

  • 12:30 - Piano. Barulho de notas altas substituído por drones e a voz de Atilla, com ruídos de água no vazio. A clareza deste disco é chocante.

2. ‘Big Church’



Abre com um coral feminine vienense. Aos 0:25 os drones típicos do Sunn entram. 2:05, densidade se constrói por debaixo de sortilégios murmurados ligeiramente, aterrorizadas preces monásticas ao bater de cavaleiros descrentes na porta de madeira.

SO’M: “Sou bem sensível à intensidade e empolgação de Csihar. Não acho que tenha sido uma influência direta no que fizemos, não compúnhamos para encaixar em determinado assunto. Mas realmente adicionou um tom pras coisas, seja o clima pra tocarmos ou só uma breve conversa com ele.”

GA: “Foi inspirador vê-lo entrando de cabeça nisso, em vez de algum cara só jogado no sofá, fumando maconha o dia inteiro e vendo tv. Ele estaria fazendo algo e nos contando sobre suas idéias, sempre que havia a chance.”

SO’M: “Colaborávamos com idéias, de forma mais abstrata com ele. Ele é um cara bem abstrato, então de vez em quando é até complicado entender o que ele quer dizer, mas naquela sessão em especial, eu estava impressionado o quão focado Atilla é. É sempre interessante descobrir quais as inspirações dele são.”

  • 4:45 - Um tribute à Eyvind Kang que este disco porta de forma tão segura. Coral, guitarra e Csihar unidos em uma maravilhosa e urgente força.

SO’M: “Todos os envolvidos são importantes. Quando fazemos shows, não é só porque eu e Greg sempre tocamos juntos que nossos papéis são mais ou menos importantes do que os outros no palco. E o mesmo vale pro álbum. Basicamente nós guiamos, mas falamos de personalidades muito fortes e que certamente se fazem presentes na gravação e de forma muito integrada. É mais sobre a forma da música do que a contribuição de cada indivíduo. Pelo menos é o que tentamos fazer. E acho que conseguimos agora, coisa que eu e Greg não faríamos sozinhos.”

  • 5:54 - Um sino toca. Uma pausa. Guitarras logo voltam, pulverizantes…

SO’M: “Usamos alguns sinos tubulares (ou carrilhão de orquestra) em ‘Big Church’ que foram gravados no estúdio de Ennio Morricone e são os mesmos que ele usava em boa parte de seus discos. Ou trilhas sonoras, incluindo aí The Good, The Band and The Ugly. Então só o instrumento em si já é um legado. Mas é só um sino tubular! (risos). Eu realmente me interesso pelo legado dos instrumentos musicais, saca? A história por trás de algumas coisas é demais. Minha guitarra principal é mais velha do que eu, mas não sei quase nada sobre  sua história, ao menos uns 25 anos que não sei pr’onde vão. Até mesmo os amps que usamos… É foda  como isso pode fazer uma declaração artística tão profunda e dar tamanha tônica ao processo como um todo. Você não sabe a história destes instrumentos”

3. ‘Hunting And Gathering’



Abre com um sentimento pós-apocalítpico confuso, como transmissões de rádio de sobreviventes rebatendo de uma atmosfera impregnada de poeira radioativa.

SO’M: “É sobre se comunicar, é isso que a música é. Se você consegue comunicar aonde quer chegar, por que haver uma delineação entre gêneros? O conceito era trabalhar com músicos de orquestra  e instrumentação acústica, se aproximar de Eyvind e ver se ele toparia transformar isso em realidade. Esse era o conceito inicial, antes mesmo de qualquer nota ou riff. E continou como guia para todo o projeto.”

  • 0:46 - Algo da rifferama mais brutal que o Sunn já gravou.

GA: “Existem faixas que foram feitas de acordo com o que rolava quando tocávamos juntos, ‘Hunting & Gathering’ foi totalmente composta em estúdio. O mesmo para ‘Alice’, que acabou combinando com nossas expectativas do que Eyvind traria para o projeto.”

  • 2:50 - Enormes trombetas deixam soar sopros triunfais.  A escadaria para os céus em A Matter of Life And Death (Neste Mundo E No Outro, filme de 1946, sobre um aviador que enfrenta a corte celeste) seria um belo lugar para rolar esse som.

SO’M: “Aprendemos muito sobre diferentes instrumentos acústicos e elétricos, ao trabalhar juntos. É disso que falamos quando se trata de um grupo de músicos, sobre instrumentos que cobrem certa área de som e timbre, este aqui sobrepõe suavamente com isso e aquilo, que tem seu próprio espaço e tal, que sobrepõe o terceiro e tudo se torna uma peça só de som. Aprendi que o propósito do oboé é servir como  uma ‘cola’ pra outros timbres mais proeminentes. Foi um processo interessante. Não gravamos tudo ao mesmo tempo, então isso não foi um problema. O desafio maior foi juntar tudo de forma que soasse natural, mas isso são pormenores técnicos.”

GA: “Foi uma preocupação sincera na hora de mixar. Não queríamos que uma coisa atropelasse a outra ou ficasse fora do lugar ou soando estranho, então Randal (Dunn) e Mel (Dettimer), os engenheiros responsáveis pela mixagem trabalharam duro em cima disso. Não queríamos parecer o Metallica com um quarteto de cordas, não mesmo. Isso é coisa de gente que já ficou sem idéias.

4. ‘Alice’



A melhor faixa. Começa com guitarra palhetada e roncos drone, dançando lentamente, envelopados em metais.

SO’M: “A segunda faixa em Domkirke inspirou este disco. O uso de órgão. Já havíamos trabalhado com diferentes teclados, mas nunca um órgão. É difícil não foder com tudo. Pareceu tão apropriado e soava realmente incrível. Acho que há algo naquele timbre que é similar à guitarras distorcidas e instrumentos de sopro saturados.”.

GA: “Há algumas músicas aqui em que realmente nos arriscamos e fizemos algo inédito. Por exemplo ‘Alice’, há um tom e vibração ali que não acho que tenhamos visitado anteriormente em outras gravações. O fato de Steve tocar em um tom específico de guitarra, não aquela parede sonora, super-saturada, nos fez querer algo diferente do que fizemos antes.”

  • 3:32 - Não há muito espaço aqui, um verdadeiro suspense cinemático, em termos de evocação e de não saber onde a música irá em seguida. Então harpas fluem suavemente e o drone esvai-se ao fundo, implora a questão de onde exatamente o Sunn irá após gravar um dos discos da década…

SO’M: “Não estou surpreso que eu e Greg tenhamos durado tanto tocando juntos porque sempre mantivemos expectativas bem baixas em cada passo que tomávamos. Por isso lançamos nossos próprios discos, fazemos nosso próprio artwork e todo o resto por nossa conta. Aí você tem controle das coisas. Tivemos muita sorte esse tempo todo, mas ao mesmo tempo, não é tudo isso. Mantemos uma certa discrição. A sorte entra no fato de termos mantido integridade em tudo que queremos e fazemos. Tivemos sorte o suficiente de encontrar pessoas com quem trabalhar que têm essa mesma integridade de fazer as tudo do seu jeito ao invés de perseguir algum sucesso. Claro que tivemos certo êxito nisso, mas acho que tem mais à ver com persistência e acreditar no que fazemos do que ir atrás de aceitação por parte do mercado mais comercial.

Acho que todas essas colaborações partem da história e legado do Sunn O))). Se as pessoas se interessam à ponto de você conhecê-las em nível pessoa e partir dali, o Sunn é um ente muito importante, de certa forma. Tudo tem seu lugar.”

Traduzido por: Thiago “Índio” Silva.


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Bimbim quer ver Sunn O)))

Não sei quem fez, mas gostaria de mandar um caixa de Derby azul em agradecimento.

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Sunn O))) - Agartha Live 2009

Sunn O))) tocando Aghartha do Monoliths & Dimensions na European tour premiere.

@ Lausanne Underground Film & Music Festival 17.10.2009

Se liga o line-up do show:

  • Stephen O’Malley
  • Greg Anderson
  • Attila Csihar
  • Stephen Moore

Ps. É válido citar o line-up pq o Sunn O))) sempre envolve gente diferente. Por exemplo nesse role não tem o Oren Ambarchi, que tradicionalmente faz as tours com eles. Pelo que li na excelente entrevista do The Quietus hoje, até o Daniel O`Sullivan (Ulver, Mothlite,  Æthenor) participou de alguns shows.





De quebra fica com esse video do Atilla fantasiado de espelhos:

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