ROT YEAH! - Rokk errado em noite errada

Srs (as),

Vou contar a história daquela famosa “Quando o Death Metal é demais, o santo desconfia”.

Sábado, 02/07 parecia o dia certo pra ser fazer um show, mas sabe como é, São Paulo é uma cidade cheia de mi-mi-mis e uma galera resolve até fazer passeata no dia e na região em que vai rolar o show. Tanto que a rua do rolê virou base da policia, e assim, o acesso ao Sattva estava bloqueado pela Augusta.

Isso às 19hs, quando o fest estava marcado para as 18hs =/; Bom, pouco tempo depois, tudo liberado o povo começou a chegar, chegou tb o equipamento. Montamos a bagaça e com tudo pronto, pouco depois das 20hs, começa o Rot Yeah! com o The Black Coffins.

Daqui pra frente passo a bola para o Vinícius, camaradérrimo CEO do Baron´s Hell, um blog fodido de metal, que ficou encarregado de fazer a resenha, já que faço parte de uma das bandas e organização do fest (Leia “tive que ficar no caixa lá fora enquanto as bandas os divertiam a valer”).   

Se liga ae que daqui pra frente quem tá falando é este senhor de Misfits aí da frente: 

Sábado passado colei ali no Sattva Bordô na Praça Roosevelt, local que fui vizinho durante 2 anos e nunca compareci pra ver alguma coisa e agora que tô morando longe, calhou de ir porque precisava assistir as bandas do Rot Yeah!.

O evento em questão abrigou a estréia do The Black Coffins, banda em que o Vakka, o senhorio deste blog, faz sua interpretações vocais. Ainda trouxe no line-up 3 outras bandas, que nos fazem acompanhar esta porra de som extremo e sentir o frescor de que algo de bom ainda está sendo feito na nossa quebrada, ou seja, tínhamos a companhia do João e Barata com o TEST, Kexo e Coroner com o Infamous Glory e o demolidor Noala (a surpresa pra mim no dia).

Sem lambeção de saco (porque o blog é dele), eu criei uma expectativa pra conferir os Caxão Preto ao vivo, pois sinceridade, eu devo ter escutado umas 10 vezes cada música do EP que vai sair em split com o Infamous Glory. E porra, num é que os manos supriram a bagaça, achei foda conferir o death/dischargeano dos caras, tá redondo essa porra.

O set durou 30 min no máximo, deve ter sido menos, com 7 músicas executadas, além das 4 músicas do EP (ao qual eu pirei na Sunsets in a Tomb Sky), tiraram uma nova, Chambers of Eternal Sleep, mais lenta que as demais e um cover do Discharge (The Possibillity of Life´s Destruction) e outro do Celtic Frost, Dethroned Emperor, ao qual eu só identifiquei o Celtic Frost porque sou tosco.

O Black Coffins além do Vakka que fica vermelho vociferando, tem o Junera na guitarra, Andre (vulgo @andre_beer ao qual eu conheço pelo tuite) no baixo e o Mario Rabelo na batera.

Finado o Caxão, colei lá fora fumar e fofocar. Logo em seguida o Jõao e o Barata com o Test, o furacão de 2 homens. 

Já tinha presenciado o massacre deles lá no Espaço Soma, nos vídeos open air de livre espontânea vontade que eles causaram e foi fodido vê-los novamente.

Com certeza eles devem ter tocado “Ele Morreu Sem Saber o Porquê” e “Carne Huamana” (adoro estas duas) e outras músicas tanto da demo “Jesus Doom” quanto do “Carne Humana”, porém quem se importa quais ou qual.

A capacidade de destruição deles é diversão garantida, deixa a maioria hipnotizada e repito mais uma vez como todos que presenciaram, dá medo ver o quanto este franzino Barata maceta esta batera, porra.








A noite já tava garantida com o Black Coffins e Test, mas agora era a hora da segunda banda de nome composto da noite, o já famoso Infamous Glory =D.
Assisti o IG uma vez ano passado e gostei mais do que no ano passado, achei que ao vivo o som tá mais encorpado.




O set começou justamente com uma das músicas que eu mais gosto “Sawed Flesh Pieces”, acho que foi uma das que mais ouvi deles também.


As demais eu não conhecia (não saco as músicas do EP, pois não ouvi muito), mas é aquilo, os caras surgiram no rolê fazendo death ao contrário, enquanto milhares tentam ser o novo Krisiun eles foram mais lentos brincando de Entombed e Obituary (mais o primeiro que o segundo) inclusive homenageando as duas fontes com Threatening Skies (fudido!) e Wolverine Blues.






Depois disso foi a vez do Noala e aqui eu respiro fundo. Caralho, eu não esperava por duas paredes sonoras me esmagando, pois foi exatamente o que eu senti.
O Noala que pra mim até então era desconhecido, faz um som numa vibe Neo-Sludge ou sei-lá-o-que-se-chama-isto e, se ouvi-los no MySpace como estou fazendo neste exato momento, já é uma experiência e tanto, imagine isso ao vivo.


Acuador e opressor. Esta é a banda que deveriam por em Guantánamo pra torturar, nego iria mijar sangue fácil. Não, não que seja uma tortura ouvi-los, é que é uma experiência sonora que dá medo. Acho que foram 40 a 50 minutos de som e 4 músicas executadas (não as conhecia).


“Tenho que ver isto novamente” é um mantra que tenho repetido algumas vezes durante a semana que sucedeu ao fato.

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Fest: Test + D.E.R no +Soma

Sábado, 22/01/11 foi uma noite de gala* para o Grindcore nacional. Acreditem caras, foi daqueles dias que você se sente um Ser Humano, mesmo estando no rolet grind.

Imagine aí um monte de imundo de preto num lugar cheio de quadros pendurados, ar condicionado, tudo branquinho, ambiente higiênco e se caso vc tivesse tomado um Leitão (Mate com leite GG) antes do show, teria um banheiro seguro para fazer o serviço, sem precisar fazer um exame de Aids tempos depois.

Pois esse é o nipe do Espaço +Soma, uma “galeria” de artes e loja dos caras da Revista +Soma (Aquela que tenta te dizer o tempo todo que hip hop é cool). O espaço é legal pra caralho e obviamente não é próprio pra shows de música extrema, porém foi impressionante como funcionou muito bem pra isso. 

O melhor desse tipo de rolet é encontrar o povo que há muito você não vê. Sempre tem uma boa prosa, sobre som ou sobre filmes, lembra dos rolets das antigas e ainda sobra tempo pra você tomar uma. Tirando que conheci ainda uma puta galera massa, que não viraram os melhores amigos temporários porque não pagaram a breja =(, mas foi por pouco! Po caras, é tão barato ter um melhor amigo temporário =)

Se o show fosse uma luta pelo cinturão mundial de peso pesado, o Test seria a banda desafiante, porém não menos preparada.

Eu sou fã do trabalho do João desde que me conheço por rolezero. Aliás quando eu comecei a fazer esse post, fiz uma intro falando do AYG? e desenvolveu tanto que não dava pra ficar aqui, deu o tamanho de um post inteiro. Então salvei e publicarei depois.

Eu achei que o show seria curto, até por que o Barata tocaria nas duas bandas da noite, e não foi! Na verdade foi… durou exatos 19 minutos - curto, porém tão intenso que parecia um show de mais de uma hora.

Meus amigos, que trator! o João é um riff maker nato… um riff atrás do outro, uma mais foda que o outro, trabalhando com tempos/contra que surpreendem em toda nota. Bom, pra quem conhece o trampo dele no AYG?, isso não é nenhuma novidade e ainda mais com o suporte de uma batera do nipe do Barata.

Certo é: Ter na bateria o Barata, gera uma situação diferente da habitual quando você monta uma banda. É você que tem que ser bom o suficiente pra acompanhá-lo, e não o contrário. O D.E.R já provou milhões de vezes ser. Eis que o João, sozinho, deu conta do recado bilhantemente.

Tocou, cantou e agitou pra caralho. Puta punch na voz ainda teve tempo pra falar do curintia ¬¬

Fodido! Que dupla, meus amigos! Puta show do caralho… espero pelos próximos.

Porra, que merda é essa? Achei que ia dar tempo de pegar uma breja, afinal, o Barata precisava descansar. “Aham, Cláudia….”

Exatamente 5 minutos depois (juro, anotei na caderneta do CET Défibanger aqui), o Där anuncia a entrada da banda. Obvio que todas as quebrada e o jeito “João de tocar” ficaram pra trás. A ausência do baixo no show do Test, nem foi notada até o DER subir com a trupe toda, puta que pariu! Que som gordo, direto… o vocal do Där tá cada vez mais bruto!

Os caras com um equipo animal, 5150 de cabeçote. Só que você imagina um show do DER + um equipo desse + uma casa com o porte que é o Espaço +Soma e o resultado do que você está vendo é um show gringo, a diferença é que são uns caras que fizeram tanto corre dando murro em ponta de faca nesse rolet, que conquistaram a 300 BPM, o direito de estarem fechando um fest desse nível.

O som estava perfeito! Cristal clear. A guitarra dava pra ouvir absolutamente todas as notas, assim como o baixo, a bateria… bom foda-se, chega de falar dele… e o vocal do Där que de fato, ao vivo só falta derrubar as paredes.

Aliás o D.E.R está há quilômetros de distância de 95% das bandas da cena paulistana, e tenho certeza que da grande maioria no Brasil.

A postura dos caras e a potência da parada ao vivo é ridículamente inacreditável. Depois que você vê esses caras a primeira vez, ver as próximas é pra se certificar daquilo ser real. Caras, o D.E.R deliver it! vulgo “Servindo bem pra servir sempre”.

Achei que o show do D.E.R só ficou um pouco mais vazio por causa do horário. Mas, quem ficou viu mais uma noite de humilhação à banda alheia, e me incluo nessa! hahahahaha

* Gala no nordeste, até onde me lembro é porra hahahaha então entenda como “looosho”.

Resultado da noite: Dois puta shows, duas puta bandas num esquema profissional e, você que não esteve lá, vai levar mais muuuuuuuuuuuito tempo pra ver um show desses. Certamente poucas foram as bandas a terem o privilégio de dividir o palco com músicos do calibre desses caras e numa estrutura como essa, de casa e equipo.

Där e a Cospe Fogo Prod. mais uma vez quebrando barreiras no rolet!

Parabéns!

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Matinê Metalpunk - O Fest

No último domingo antes do dia de Mitra, 19/12, rolou o festival de encerramento do ano no underground paulistano. Na real rolou um monte, inclusive o show histórico do Ratos de Porão tocando o Anarkofobia inteiro no Inferno (dois quarteirões pra cima de onde esava rolando a Matinê Metalpunk). E note, ainda assim deu casa cheia para ver o DER, Nuclëar Frost, Defy e Infamous Glory. Rolou uma puta galera, bem além do que estava esperando justamente pelos outros shows que rolariam ali nos arredores.

Caras, nesse dia, por algum motivo inexplicável, foi um dos mais quentes da história, não de verdade, mas pra mim, que estava com uma peita dos chilenos e tem um tecido que só deve perder pra um Tapete Persa de tão grosso. Puta sofrimento do kct.

Pra você que não é de São Paulo, funciona assim: Essa é a Rua Augusta (Do lado dos puteiros), mas já no final, então tudo de legal e imundo dessa rua já ficou pra trás, restando apenas a parte imunda. Porém ali à esquerda, onde você vê as setas são:

  1. O pico onde rolou o show, o Sattva Club; 
  2. Uma das coisas mais peculiares de São Paulo, A Kilt. Um puteiro cuja arquitetura é de um castelo e tem uns bonecos em escala natural por fora simulando uma batalha, talvez pela Vagina de Ouro.
  3. Boteco imundo da esquina.

Cheguei por lá por volta das 17hs. Não tinha mais nada pra fazer… Acabei encontrando um povo lá e fomos pro ponto (Boteco imundo da esquina); ficamos um tempo por lá e quando vimos que o pessoal começou a chegar, embicamos.

Bom, começa que rolê organizado pelo Där (Cospe Fogo/DER), pode ir que é quente. O cara é responsa, geralmente consegue um equipo digno e as bandas ficam seguras pra tocar numa estrutura massa, aliás, as bandas sempre são foda e geralmente com uma divulgação excelente. 

Especificamente nesse, vou ressaltar o flyer que ficou genial. Se liga >

Fiquei um tempo lá fora, e com a agonia do calor, resolvi buscar uma breja lá no boteco, só que quando eu cheguei, o Nüclear Frost já estava tocando. =( 

Eu não tinha entrado no lugar ainda, não fazia idéia de como era o pico, como tava escuro pra kct, não tinha achado um canto e a única coisa que me deparei foi com um calor sertanejo que tava lá dentro, parecia um microondas. Ps. Eu realmente acho que saí de lá mais “corado, da cor do pecado, mulato suado, carinha de danado”.

Perdi só a primeira, música, vá lá… mas se liga como foi:

Eu já tinha ouvido várias vezes falar da banda, principalmente pela lenda vida que é o Saco de Lixo (Baixista). Não se engane com o nome que você vai achar no Myspace ou procurando sobre a banda, ele é e sempre será o Saco de Lixo.

Eu nunca tinha visto os caras ao vivo, que aliás não tem só caras, tem uma mina no vocal que representa pra caralho!

Malandro, tudo na banda é foda… do visu dos caras que é o D-Beat personificado, ao som que fazem, que é o D-Beat Crustado.

Além da puta pegada de palheta do guitarrista, o Saco de Lixo toca pra caralho, faz as dobras, no punch e acompanhando o pedal da bateria, tudo no dedo.

E a Gaby no vocal é monstruosa! Puta vocal. O caras abriram o role fudidamente. A banda é foda, tudo foi do caralho.

Só não tenho nada deles ainda (nem o split) =(. Resolverei no próximo rolet.




Eu ainda não tinha visto um show do DER. Embora eu acho que já tenha visto ensaio no Espaço Impróprio na época que eu ensaiava com o Circus Satanae, há uns 6 anos atrás hahaha.

O mais próximo que vi de um show deles foi no começo do ano com o Napalm Death e o Suffocation. Eu fui na certeza de entrar pra ver o DER, nao antes, nem depois, e quando pisei no rolet, o Violator já anunciava a saidera (e em seguida já era o Suffocation).

Valeu a espera, a banda ao vivo é inacreditável e tudo aquilo que você vê no youtube é exatamente o que você vê ao vivo. Espetacular. O set dos caras durou pouco mais de 30 minutos e a banda não parou um segundo.

Violento, extremo, competente como ninguém faz no brasil e como poucos gringos sabem fazer decentemente. Essa banda merece cada resenha foda que receberam e cada lista de best of que estiveram. Um espetáculo!

Sobre o Barata: eu e o Chico Lang sempre ficamos curiosos pra saber se o cara realmente existe ou era programação e ao vivo rolava um dublê, e senhores, o cara faz aquilo tudo, a diferença é que você desacredita mesmo vendo.

Nota: A bateria do bicho não tem prato de condução e não tem bumbo duplo. #reflita







O Infamous Glory foi a única banda a tocar com duas guitarras, então os caras se deram ao trabalho de levar uma caixa e cabeçote pra que uma guitarra não ficasse menos efetiva que a outra. Fodido! Se cada banda pudesse ter um equipo próprio, os sons seriam cada vez melhores, mas sabemos que a realidade no Brasil é muito diferente. 

Quando vai rolar show dessa banda, meus amigos, você já sabe o que vai ouvir. Nada mais que o bom, velho e fétido death metal tão fora de moda, que poucas são as bandas que ousam fazê-lo, e nós aqui apoiamos quem faz! 

O show foi excelente, toda a banda é competentíssima e o Guto, guitarra novo também merece destaque. Não que eu me importe com solos, na verdade eu acho 98% deles um puta pé no saco, mas isso é metal e tem que ter essa porra ae, e nesse quesito, o cara apavora.

O ponto alto do show dos caras foi o cover da maior banda de todos os tempos, o Misfits mandaram a Hybrid Moments (todos cantaram o, e se você estava lá e não fez, é porque é poser! heheheh) e emendaram com um som próprio. Bom,



Eu não conhecia o Defy, só rolei ideia com o guitarrista no Play Slow or Die Fest. O bagulho é crust/grind feito por uns mendigo imundo e cara, mais imundo que isso, se eu visse na rua, dava um trocado. Se liga ae o visu do vocal e me diz se você, menininha criada tomando leite com pêra, teria a manha de apresentar pra sua avó e levar pra um almoço de domingo em família. Ou seja, approved!

Os caras agitam pra caralho! Puta postura de palco foda e deixa a parada toda mó intensa.

O único ponto é que a essa altura, já tinha uma galera indo pro show do Ratos que começaria logo depois desse, mas mesmo assim sobrou um bom tanto pra ver os caras. 

Nota: Não consegui ficar até o final do Defy pq já tava perdendo a sanidade no calor do caralho que era lá dentro. =(



O Chico Lang escolheu o destaque da rodada aqui no IB e foi o Barata, com o patrocínio da Cachaça Ypióca.

Logo, o Barata pôde escolher um som e pediu qualquer um do Terrorizer. E aí vai:



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Play Slow or Die Fest - O Rolet

Senhores,

Esse fim de semana tive um péssimo exemplo do que é uma organização patética de show. Não sei oque eu esperava, pois fui alertado, não só uma vez que sendo dos organizadores que eram, chances reais de 99,9% para dar alguma merda. Vai Pracil!

Opa, mas o Pracil, nossa terra tão amada ¬¬ definitivamente não tem nada a ver com isso, organização irresponsável não é culpa de mais ninguém além do próprio organizador, que faz sua fama.

O “causo” que vou lhes contar agora é o oposto absoluto. E eu presenciei, não foi ninguém que me contou.

O Festival Play Slow or Die ocorrido na tarde (para a noite) de 04/12, foi um espetáculo. Daqueles onde quem esteve lá ainda vai comentar por muito tempo. 

Não tinha luxo, o lugar era pequeno, o equipo era extremamente limitado (tanto que os bateristas nos proporcionavam um show à parte com arremessos de pratos) mas os caras tiraram literalmente leite de pedra. Claro que nenhum desses fatores é relevante quando você tem vontade de fazer a coisa dar certo, afinal, se você tem ou já teve uma banda (e posso falar pelo rolet paulistano apenas) sabe a dificuldade que é conseguir alguma coisa bacana. Então todos os fatores citados acima não são relevantes, desde que você chegue lá e mostre a que veio e faça o melhor dentro das suas possibilidades e limitações. 

E é por isso que antes de comentar sobre as bandas eu queria parabenizar os organizadores Augusto (Vocal, O Mito da Caverna) e o Bonga (Vocal, Kroni) que fizeram um execelente trabalho gráfico no flyer, video no youtube muito bem editado, tinha até wallpaper com a ilustração feita exclusivamente para o fest.

Definitivamente isso é coisa que não vemos NUNCA por aqui. Uma proposta digna de festival gringo (dado as devidas proporções) mas que simplesmente superou tudo oque eu esperava e exatamente o que eu estava procurando para divulgar no blog.

Nota 1 - NUFF SAID!

Nota 2 - Os ponteiros dos relógios marcam a hora do Baphomet.

Nota 3 - Eu tava de CET do Metal lá, se a banda subisse, eu anotava a placa no meu caderninho. Sabia que o post podia não sair tão rápido, o que me faria esquecer detalhes importantes.

Pelo que o Augusto me falou, o Qerbero era a banda para fechar o fest, porém a banda de abertura, o Visão V, teve algum problema e assim trocaram a ordem.

Essa foi a primeira surpresa da noite. Eu só tinha ouvido um som no myspace dos caras, mas era gravação ao vivo, e geralmente não sou de julgar uma banda nessas condições. Seja boa ou ruim, a música ainda não tem uma forma. Você não pode dizer se está boa ou não porque ainda nasceu. Só depois de gravada, você tem um parametro para comparação, logo diz se é ta melhor, igual ou pior à que ouviu de estudio. 

Porém estou aqui pra resenhar o show e não o cd. A primeira música, Catastase, tem o vocal mais berrado baixista Lucas, que já mostra a que vieram. Puta sludge oldschool que na hora só me vinham à mente Jumbo´s Killcrane, Iron Monkey e Eyehategod… e porra, só por isso já estaria bom, mas os caras me lançam um segundo som, Uno, com o vocal do Felipe numa outra praia, muito mais pro Kirk Windstein (e aliás o filho da puta segurou muito bem a onda com esse vocal), e com umas dobras de guitarra que puta que pariu, ganharam meu coraçãozinho lotado de satanismo bubônicamente popular.

O show correu assim, musica com um e com o outro cantando, sempre nessa vibe até fecharem com Maquinária que tem uma intro maravilhosa.

Show excelente, espero pelos próximos e material gravado logo.



Meu amigos, tão vendo esse ogro aí na foto? Ele deve ter aprox. 4 metros de altura (quando se olha de baixo, como no meu caso, com 1,70m). Esse é o Augusto, o organizador e vocal do O Mito. 

Nós não nos conhecíamos pessoalmente, então ele veio falar comigo e perguntou:

  • "Você é o Vakka?" e eu quase, juro que quase disse:
  • "Não, Vakka é aquele cara ali na porta do bar" - apontando para um amigo meu.

Porra, vai que eu tivesse devendo alguma coisa pra ele… alguém deveria pagar e que não fosse eu hehehehe

Proseamos um monte, até que finalmente foi a vez da banda dele, e caras, eu fiquei completamente chocado com o que eu vi/ouvi. Que banda, senhores!

Do momento que o show começou até os décimo minuto ainda não tinha rolado nada, a não ser um drone (opa, e é possível fazer isso num equipamento daquele. - porra caras, se vcs soubessem o que esses caras fizeram!) num baixo com a distorção no talo, a guitarra aberta e a bateria se intrometendo de vez em quando, fazendo um puta clima… essa intro criou uma vibe que quando a música entrou de fato com o vocal, era tudo tão arrastado, monótono e monolítico (acima de tudo) que a galera se olhava se perguntando “O que porra tá acontecendo?”. O Paulo, que me acompanhava, quando foi trocar as lentes da camera, olhou pra mim e disse: “Puta que pariu, que banda foda!”, e essa foi toda nossa comunicação durante os shows.

Eu tava procurando uma frase melhor e alguém a quem eu pudesse dizer, mas ele foi mais rápido.

Aquela merda era The Real Deal! - sério, se você estava procurando por música lenta, esses caras somam tudo isso, sem parecer cafona, ou ter intromissão de partes “só pra quebrar o clima”. O som desses caras é um mix do que o dISEMBOWELMENT faz nas partes mais arrastadas, ou o WINTER, ou ESOTERIC, só que com todo o charme do CORRUPTED  e os franceses do MONARCH! (como ele deixou claro).

A banda tocou duas músicas: "O Enterro de Sara" e “Sobre Um Cavalo Morrendo" - segundo ele me contou a musica baseia-se numa história de infância, em que ele viu de fato um cavalo morrendo e descreve os detalhes da cena. Ambas juntaram-se perfeitamente, puta sintonia com aquele barulho e lentidão… uma massa sonora medonha, meus amigos. 

O show foi um verdadeiro funeral, liderado por vocalista excelente. O cara tem um punch cavernosíssimo na voz, certamente meteria medo até no chinelo que sua mãe deixava preparado pra te dar uma surra quando vc tirava nota baixa na escola.

Altamente recomendado, um dos melhores shows que vi no ano, por uma das bandas mais fodas que eu já vi no cenário underground por aqui.

Nota. Tanto foi foda que eu queria que eles acabassem logo pq queria ligar pra alguém pra contar o que tinha acabado e ver e se pá cumprimentar os caras logo hahahah. Simplesmente perfeito! - Pronto, babei meu ovo, agora quero meus 10 reais heheh




Essa é a banda do @bongaraid, truta que me manda uns sons espetaculares, vez ou outra, também organizou o fest com o Augusto e puta que pariu, que tarefa esses manos tinham de entrar depois do Mito da Caverna.

O rolet passava da metade ainda… depois de um estouro que foi o segundo show, veria ainda essa banda que só teve elogios de todos que me falavam sobre eles.

Quando o Kroni começou, foi o momento de maior público, foi ali que eu vi que realmente tinha muito mais gente do que eu tava esperando. E os caras corresponderam a altura. Mandaram um Sluge/Crust, se é que esse termo existe, mas é impressionante como o vocal do Bonga parece que com o do The Baron Rockin Von Aphid, do AMEBIX. O som do Kroni de longe foi o que mais empolgou, e tirando o contraste com a banda anterior, fez por onde.

Todas as músicas são excelentes! puta punch com uns riffs muito metal e todos tocam muito! Na real foi a banda com mais influência metal da noite.

Além do Amebix ainda tem pra caralho do MORNE, GRIEF e tudo que você possa imaginar de um bando de cröst que um dia resolveu tocar devagar.

O show começou com Weight of the Sky que tá lá no myspace deles mas, o bicho ferveu mesmo quando rolou o cover da Arise do próprio Amebix. O espaço que já era pequeno foi tomado pela banca e todo mundo cantando ARISE! em coro. Uma cena espetacular, pelo menos de onde eu estava.

Puta show foda, os caras tem uma puta presença de palco do cacete! E com a galera toda em volta, ficou um puta clima “join us”.




E eis que chegou, denovo, a hora dos moços! Eu não estava mais esperando muita coisa porque os caras atrasaram no começo (e porra man, eu sou chato com atraso, não por ser um velho ranzinza, mas acho falta de respeito com toda a galera envolvida) foi também a banda mais demorada a montar as coisas e tudo mais, mas resolvi ver qual era, afinal me disseram que a banda era boa e tudo mais. 

Não me arrependi. a banda na real não só é boa, mas tinha um baixista completamente insano, os caras tocavam e cantavam pra caralho, aliás o guitarra e vocal Renato, também toca no Kroni e malandro, esse mano toca demais! Fora a postura no palco. Essa banda foi definitivamente mais uma surpresa!

O som dos caras lembra pra caralho o GODFLESH do Streetcleaner com o MASTODON do Remission (entenda que isso é, obviamente, guardando as devidas propoções).

O som já estava um pouco mais embolado no show deles, e olha que eles foram a banda com a formação mais enxuta do rolet todo, Power Trio. Porém aos pouco melhorou e terminou que em um show que eu tava meio sem vontade de ver pelo atraso, foi do caralho.

A real é que todas as bandas foram muito além do que eu esperava. O rolê também foi do caralho, conheci uma caralhada de gente massa que, ou só tinha rolado ideia por email/msn, ou tavam la moscando e foram parados pelo Bonde do IB pra rolar uma prosa.

Resumindo, o fest foi um tapa na cara desses organizadores de bosta, pseudo-cheios de contato, pseudo-alguma coisa, pseudo-fazem acontecer. Com os manos ae, o bagulho acontece à vera!




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Cogumelo 30 anos: A Epopéia.

3 bangers paulistanos enviados a BH para cobertura do evento de 30 anos da Cogumelo Records;

As linhas abaixo serão dedicadas à aventura desses heróis. Sobreviventes de um fim de semana regado à beberrância Mineiro style + Rock Rápido Diabista.

*Note que em todos os reloginhos, o ponteiro marca sempre a hora do Baphomet.

Sexta feira - 15/10


Todos ansiosos pra caralho. Queríamos que desse a hora de terminar o trampo e começarmos o rolê. Porém o busão só sairia às 22h45 rumo ao condado-destino.

Chucro que somos, poucas vezes saímos do nosso recanto bairrista, então pareceu divertido pegar um bumba por 8 horas e meia seguidas… Cometão “Lata-de-Sadinha”, então o amigo da poltrona da frente entrou e logo se aconchegou totoso no banco baixando sua poltrona até tocar meus joelhos. fiquei imóvel até a primeira parada ¬¬.

Não que depois melhoraria, é que nas duas paradas que fizemos, o sangue pôde circular novamente.

Estávamos na rodoviária esperando pelo nosso cicerone, quando resolvemos ir a um boteco tomar um refri. Descobrimos que em BH, os refrigerantes de 600ml são na verdade de 500ml, fato estranho que gerou um comentário:

- “Mano, porque vc tá com essa cara?”
- “Porque o mano disse que não tinha de Coca de 600ml, se servia a de 500, e eu disse que beleza”
- “Então funfou, mas vc tá com o olho arregalado porque?”
- “porque não existe coca de 500ml”

Ledo engano amigos, quando forem à BH, peçam pelo correto!

Já com nosso cicerone, partimos rumo ao café. Uma padaria que diz ele ser chique para os padrões do condado. Comemos pra caralho e quando fomos pagar a conta, tivemos a segunda surpresa do dia em menos de 2 horas.

A conta deu R$ 10,00. Cada um pegou 10 reais e tava entregando pra mulher quando ela disse: “Não é pra cada, deu R$ 10,00 tudo”.

Caras, acreditem quando eu digo que comemos pra caralho e a conta deu muito pouco. Segundo nosso guia, foi caro pq a padaria era “boa”.

Depois de largarmos as coisas no hotel, fomos conhecer a loja da Cogumelo Recs.

Fui seco achando que encontraria alguma preciosidade ou alguma coisa que valesse a pena trazer, mas não foi o caso. ficamos uns 10 minutos no máximo, encontramos alguns amigos que foram de São Paulo tb e fomos a um boteco em frente ao Mercado Municipal. É um calçadão cheio de boteco.

Durante o tempo em que estivemos no bar, lembramos que no hotel tinha piscina, porém, espertos que somos, esquecemos de levar berma pra entrar na agua. Então passamos a manhã toda no bar ameaçando comprar o equipamento aquático ideal para a prática do mergunlho indoor, a bermuda.

Embriados, esquecemos de comprar o equipamento adequado, mas ainda assim queríamos entrar na agua.

Agora, o que seriam dos desbravadores do death metal, não fosse a coragem de entrentar o desconhecido? Pulamos de cueca na piscina. =)))

Um de nós, num ato de vanguardismo completo, tentou uma proeza jamais pensada: Entrar de cueca branca naquela agua, onde eu e o terceiro já estavamos.

Gritos de horror, desespero e loucura tomaram BH. Nós não permitiriamos que aquela cidade tão acolhedora sofresse com esse ato de covardia completa e o fizemos trocar por alguma vestimenta mais adequada.

A agua tava um gelo do caralho, provavelmente -30º C, 15 minutos depois subimos, tomamos banho e capotamos.

Cochilamos cerca de 1h30, levantamos pra tomar café numa padoca e depois era só colar pro rolet.

Porém o que parecia uma tarefa fácil se tornou uma epopéia, acordamos tão embriagados quanto dormimos. Chegando na padaria, tentei pedir um pão com mortadela e queijo (ZL Style) e levei quase 20 minutos pra concluir a tarefa, quando desisti e um dos caras, num ato de bravura, meu auxiliou a completar a tarefa.

Tava garoando, mas terminamos o café e fomos pro pico…

Chegamos =)

Se você é daqueles que aprecia um bom Beherit e ficou triste quando soube o fim do maravilhoso Bestymator, assim como eu, ficou muito feliz com o show do Impurity.

Satanismo popular fodido do começo ao fim, visual totalmente necro, cruz invertida no palco e tudo mais… do caralho mesmo. O som não estava dos melhores e o pico tava meio vazio, mas quem estava lá invocou o jesus invertido e agitou o pentagrama a valer!

Quando a banda anunciou que tocaria um cover do Blasphemy eu não me segurei a dar um grito de “FUDIDO”. Um puta show, mesmo para os apreciadores do velho Black metal.

A casa já estava um pouco mais cheia quando o já conhecido Amen Corner veio ao palco para um publico um pouco maior nos presentiar com seu Black metal totalmente calcado na escola grega.

O som tava muito nitido e o show foi muito bem produzido, algumas partes da produção rolaram reverbs no vocal na hora certa, pra dar o efeito necessário. Eu nunca tinha visto os caras ao vivo e particularmente gostei pra caralho!

O vocal do Sucoth Benoth com um puta punch e a banda toda tem uma pegada espetacular. Foi definitivamente o mais perto que eu já cheguei em ver um show do Rotting Christ na fase do Non Serviam, ou seja no mínimo maravilhoso!

Rolaram vários sons do novo play e comentaram sobre o atraso que rolou no lançamento do Leviathan Destroyer, que pelo que pude notar, tem tudo pra ser o lançamento nacional do ano.

Banda da nova safra do metal mineiro, que não me chamou muito atenção. Os caras praticam um “thrash/death” com uma pegada bem noventista, o que geralmente dá errado. Na humilde opinião de quem vos fala, acho que rola uma tentativa de mandar um Sepultura entre o Arise e o Chaos A.D, mas sem um riff marcante, embora tenha alguns duetos excelentes e algumas partes exageradamente cadenciadas. 

Já no meio da apresentação fomos surpreendidos por um blastbeat que se não me engano foi no som “The end is near” que acabou por enterrar minhas esperanças na banda, soou tão forçado só para embasar a utilização do termo “thrash/DEATH” que fiquei com pena. =(

Mais nem tudo foi ponto negativo na apresentação dos caras, o som tava muito bom e os músicos tem uma presença de palco muito profissional, quesito em que se sobressaíram sobre todas as outras bandas.

Destaque pra performance insana do baixista e vocalista Daniel Lucas.

Eu nunca fui fan dessa banda, e já tinha assitido alguns shows deles, sem prestar muita atenção. Para fazer essa resenha pensei que prestando atenção no show poderia mudar de opinião, afinal são uma banda realtivamente antiga e tem muitos discos lançados e ocupam um certo espaço no cenário do metal brasileiro. Estava errado! =(

Nada contra os caras, eles tocam muito bem inclusive e o som estava ótimo. O baixista é um figura, agitou muito e saracutiou pra caralho. Mas não tem jeito, os caras fazem um som que definitivamente não é minha praia.

Calcado naquele thrash metal da segunda metade dos anos 90 sem muitas partes rápidas e com alguns blast aqui e acolá, mas que assim como o Hammurabi, também soam forçados.

Enfim uma banda que merece respeito pelos anos de underground e dedicação mas que dificilmente vai conquistar meu coraçãozinho.

O Anthares dividiu o status de atração principal com o Sarcasmo. Foram a penúltima banda e pegaram o publico já cansado, porém nitidamente ansioso pela apresentação dos caras.

O show foi realmente FODIDO (em letras garrafais mesmo)! Thrash metal puro, rápido, cru e tosquera. Para esse show, eles tocaram os clássicos do LP “No Limite Da Força” que acabou de ser relançado em cd (finalmente) e sons da demo independente “Anthares” de 2005 e a galera bombou.

Eu já vi vários shows dêsde a volta da banda e digo com toda certeza que esse foi o melhor de todos. O som estava excelente, pesado, tinha uma estrutura digna pro Anthares e o carisma do novo vocalista Diego Nogueira (Blasthrash), fez “levantar a galera” (leia como se fosse a Xuxa falando).

Desfecho melhor impossível com o clássico “Chacina”.

O Sarcasmo mantém com propriedade a escola mineira! Embora eu diria que eles também se encaixem num Thrash/Death eles soam muito mais agradáveis ao meu ouvido. A pegada dos caras é totalmente oldschool, do vocal tosquera ao visual. Também a banda é de 93 e lançou diversas demos e um álbum de estúdio nesses anos sempre fiéis ao verdadeiro underground.

O som parece um tributo ao antigo death metal mineiro dos anos 80 mais também remete algumas bandas de fora como Bewithced, Desaster e Master. Foi um puta show, pena que tão tarde quando a maioria do pessoal tava completamente bêbado e cansado, que era o meu caso. “only for headbangers” Metal Morte! Ahaha FODA!

Shows terminados, todo mundo completamente bebado e decidimos passar no Pão de Açucar, ou algum supermercado equivalente da cena de supermercados mineiros.

Lembro de comprarmos um monte de coisas: Pão, Vodka, mais cerveja mas especialmente pra mim lembro de terem comprado um pacote com Copa, aquele tipo de presunto ultra salgado e escuro.

Durante o rolet no supermercado lembro de ter saudado toda cena mineira com frases do tipo: “Queria mandar um alô ae pra galera de BH e Três Corações… Mantendo a chama acesa fudidamente”.

Saimos do mercado e fomos pra Praça do Papa, no alto de não sei onde, onde terminamos a noite sentados, bebendo, discutindo o split do ImpNaz com o Beherit e cantando Misfits e Bon Jovi* no talo. *Sabe-se lá porque.

Num dado momento, já com o sol nos incomodando, resolvemos que íamos comer torresmo peludo com pinga em alguma lugar no centro, porém depois de darmos umas 3 voltas no centro de BH, fracassamos na missão e voltamos pro hotel

Obviamente já não conseguiamos mais ver as horas, mas fui informado de ser aproximadamente 6h00 entramos e capotamos até 11h00. Levantamos barraco, fizemos o checkout e partimos.

Do hotel para o Mercado Central, de lá para o Aeroporto de meios terrestres, onde enfrentaríamos mais 8 horas de viagem no Cometão.

Porém dessa vez o busão era imensamente melhor e não fiquei com o joelho esmagado. HAIL SATAN!

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