Celeste @ SWR Portugal em 2010

Celete - Toucher Ce Vide Béant Attise Ma Fascination do Misanthrope(s)

Coisa linda do dêls! 

Aproveita e lê a entrevista com o Johan e o Antoine acolá > 



Por: Luana Magalhães 

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Entrevista: Johan e Antoine (Celeste)

Neblina e Luz. Eis o Celeste.

Os franco-alienígenas da cidade de Lyon que conseguem causar um puta caos ao vivo. Uma mistura de fog com uma luz branca de fundo acionada randomicamente e as luzes vermelhas na testa passando pra lá e pra cá deixando tudo um espetáculo luminoso. 

Definir o som dos caras é meio foda pq todos os termos podem soar cafona pra uma banda que segue uma caminho único. Acho que definiria o rolet do Celeste como um Hardcore 90´s mid-tempo com os sludges atuais e black metal pra caralho, porém não espere blasts, não espere d-beat. Tudo é feito numa fórmula estritamente particular. Certamante você não vai ouvir/ver uma banda como eles por aí.

Denso, tenso e sufocante. O Celeste consegue uma massa única de som. Sou fã pra caralho! E pra mim foi animalesco fazer essa entrevista. =~~~

Sobre a entrevista 1: O Johan ao aceitar a entrevista, pediu pra nos mantermos em 7 perguntas. Respeitado, fiz um monte e dessa escolhi as 7 que poderiam ser mais interessantes e curti o resultado.  

Sobre a entrevista 2: Vou-lhes contar um causo. Eu achei que fosse de antes, mas não. Em janeiro eu entrei em contato com os caras pedindo a entrevista e o Johan, vocal, me respondeu dizendo que topariam, logo, mandei. 2 meses depois ainda nada, então resolvi mandar um email cobrando. Sem resposta.

Semana passada, quase 6 meses depois do primeiro contato, ele me mandou email perguntando se ele tinha me mandado as respostas. Eu disse que não, em seguida, menos de 1 min depois, ele me encaminhou o email com tudo, pedindo desculpas pela demora.

Ps. Eu tinha inclusive pensado em mandar um email novo, na doida mesmo, como se fosse o primeiro contato perguntando se ele não estava afim de fazer uma entrevista pro blog. heheh 

Enjoy Fvkkers!

1. O Celeste realmente supera os limites quando se trata do aspecto visual de suas apresentações, sempre resultando em videos e fotos espetaculares. De onde veio a inspiração pra isso? Vocês veem isso como complemento ao “pacote” Celeste?

Antoine: No começo, tocávamos com umas quatro luzinhas vermelhas, o que era bem normal, depois de alguns shows começamos à pensar num conceito real pra iluminação e tal. Queríamos algo prático e eficiente. Certa noite, um amigo nosso apareceu com aqueles “faróis” e começou à moshar com aquilo, haha. O efeito visual era bem convincente, ainda mais depois que adicionamos um estrobo e máquina de fumaça.

Foi muito importante nos preocuparmos com esse lance todo da iluminação, justamente por ser parte do processo de firmarmos uma identidade, visualmente falando. Queríamos algo que combinasse com o som, algo novo e ainda assim agressivo.

Celeste ao vivo:


2. Outro recurso visual importante para a banda são as capas, flyers, camisetas e pôsters, sempre de bom gosto e elegantes de certa forma (se tratando de black metal). É algo que parte de dentro do Celeste ou alguém cuida de sua identidade visual?

Antoine: Johan, o vocalista, cuida tudo de relacionado à estética da banda. Ele sempre se sentiu atraído por este assunto – design, fotografia, pintura e assim por diante… Muita gente propôs trabalhar conosco, em nosso artwork, mas sempre negamos justamente por estarmos satisfeito com o trabalho que o Johan apresentou até agora.

3. Quanto aos seus discos, a produção soa sempre a mesma, ainda mais característico em Nihiliste(s) e Misantrope(s). Como é o seu processo de composição/criação? Trabalham em estúdio próprio?

Antoine: Até o momento, Guillaume, nosso guitarrista, trazia suas próprias composições. No Nihiliste(s) e Misanthrope(s) o processo criativo foi bem simples, porque nessa época, acredito que éramos menos rigorosos ou menos perfeccionistas. Então tudo fluiu bem rápido, quase uma música nova por semana, só adicionávamos bateria, baixo e vozes ao que Guillaume compusera.

Tão simples assim!

Mas com Morte(s) Née(s) e mais ainda com o disco novo que estamos preparando, foi ficando cada vez mais complicado se inspirar e ser criativo. E o fato de que todos queriam participar das composições só complicou e tornou a situação mais delicada, mas ainda assim, mais interessante.

Na verdade, decidimos compor há pouco tempo, adicionando mais uma guitarra, procurando novos caminhos em nosso meio. Como disse, leva muito mais tempo, mas é bem mais empolgante e interessante assim.

Quanto às sessões de gravação, não temos estúdio próprio, mas desde o começo trabalhamos apenas com Stephane Jeanningros em seu estúdio (Studio dês Prairies).

Provavelmente por isso soamos sempre da mesma forma, em todos nossos álbuns.

4. Há alguma razão para adicionar os (s) em todos os títulos de seus discos? Aliás também tem um som chamado “(s)”. Alguma relação ou tema implícito aí?

Johan: É só uma forma de explicar que os tópicos abordados lidam com pontos-de-vista pessoais, mas também poderia ser visto como algo universal. Também é um bom truque pra ser reconhecido imediatamente. Sobre a música, foi nosso primeiro trabalho instrumental e como não tinha nenhuma idéia pro título, pareceu bem óbvio chamá-lo assim.



5. O Celeste tende a usar muita dissonância, algo típico das bandas de hardcore dos anos 90/começo dos 2000 como Botch, por exemplo, mas sem perder seus elementos Black Metal, ainda assim, de forma única. Gostaria que você comentasse um pouco sobre seu background musical e de onde vêm as inspiração pra sonoridade caótica da banda.

Antoine: É bem engraçado justamente porque nenhum de nós escuta bandas como Botch e muito menos somos grandes fãs de Black Metal, mesmo gostando de coisas como Deathspell Omega, Blut Aus Nord e Wolves In The Throne Room. Nosso passado musical é bem amplo, vai do metal ao post-rock ao shoegaze ao electro… Eu realmente não saberia dizer de onde vêm a música que fazemos atualmente.

Óbvio que queríamos criar algo extremo, profundo e agressivo, mas quando o Celeste começou, meio que não sabíamos onde estávamos nos metendo, só deixamos as mentes correrem livres. É claro que nos inspiramos em muitas bandas e gêneros, mas não conseguiria citá-los especificamente.

6. A Denovali parece estar fazendo um excelente trabalho ao divulgar o Celeste, incluindo downloads gratuitos no site, festivais, etc. Como você vê essa parceria no futuro? Planos para uma turnê americana?

Johan: Definitivamente não temos do que reclamar. Eles sempre fizeram um bom trabalho e se envolveram com cada um de nossos lançamentos. Gastaram bastante grana e tempo para tornar-nos disponíveis à qualquer um interessado. Temos muita sorte de ter liberdade ao se tratar do artwork da banda. Não planejamos mudar de selo, mesmo que propostas cheguem aos borbotões.

Com o tempo, nos tornamos amigos de verdade e eu gosto da idéia deles lançarem todo tipo de música. Uma turnê americana definitivamente está em nossos planos! Só precisamos organizar detalhes em nossas vidas pessoais e poderemos decidir que época seria mais conveniente pra todos. Estamos ansiosos!

7. Pra finalizar, a cena francesa hoje está muito em alta com bandas como o Alcest e o Deathspell Omega, mesmo sendo musicalmente antagônicas, dividem o mesmo ambiente, ou seja, o Black Metal. Cada banda francesa tem seu próprio nicho, entende? Como você vê o trabalho do Celeste neste contexto? Você vê a França como um pólo de metal extremo e Celeste como um de seus representantes?

Antoine: A França realmente é bem prolífica ao se tratar de Black Metal/música extrema. Bandas como Deathspell Omega e Blut Aus Nord criaram sua própria sonoridade. Mas não diria que o Celeste represente algo específico nesse momento, porque não acho que fazemos parte desta cena.

Aliás, acho que não devemos nada à  cena alguma… Pra muitos dos fãs de Black Metal, não somos uma banda de Black Metal, o que até certo ponto é bem verdade… Lógico que a França está passando por um período auspicioso, com várias bandas interessantes, mas não consigo dizer se há algo em comum, se há um movimento em torno disso, se alguém poderia agir como representante… E não me importo, sendo honesto. Só espero que continuemos tendo novas e boas bandas.

  • Antoine - Baixo

Deathspell Omega - Veritas Diaboli Manet in Aeturnum: Chaining the Katechon

Música incrível de 20 min. Grande banda.

Jeniferever - Spring Tides:

Grande banda de shoegaze lançada pela Denovali

Matt Pond Pa - The Dark Leaves:

Talentosa banda pop americana

Friendly Fires - Friendly Fires:

Banda de Electro rock

  • Johan - Vocal

Complicado, não escuto tanta música assim.

Falemos então de algumas bandas que dividiram o palco conosco no Japão. Pra falar a verdade, além da 1ª banda, conheço-os mais ao vivo do que em estúdio

Heaven In Her Arms:

Caras mais legais do mundo! Mistura perfeita entre screamo e coisas mais numa pegada metal/doom/sludge.

COHOL:

Caras mais legais do mundo pt. 2! Não sei descrever o som que fazem, mas é bem sujo e malvado 

Ovum:

Post-rock muito bom, fizeram ótimos shows durante a tour.



Traduzido por: Thiago “Índio” Silva.

 

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Se liga ae as fitas de altíssima periculosidade que já sairam sobre o Celeste no IB>

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Conheça o CELESTE >

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CELESTE TEASER



Live @ Denovali Swingfest 2009 - Part 1



Live @ Denovali Swingfest 2009 - Part 2



E o selo deles ainda libera lá pra vc baixar tudo na faixa… Se liga >

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