ROT YEAH! - Rokk errado em noite errada

Srs (as),

Vou contar a história daquela famosa “Quando o Death Metal é demais, o santo desconfia”.

Sábado, 02/07 parecia o dia certo pra ser fazer um show, mas sabe como é, São Paulo é uma cidade cheia de mi-mi-mis e uma galera resolve até fazer passeata no dia e na região em que vai rolar o show. Tanto que a rua do rolê virou base da policia, e assim, o acesso ao Sattva estava bloqueado pela Augusta.

Isso às 19hs, quando o fest estava marcado para as 18hs =/; Bom, pouco tempo depois, tudo liberado o povo começou a chegar, chegou tb o equipamento. Montamos a bagaça e com tudo pronto, pouco depois das 20hs, começa o Rot Yeah! com o The Black Coffins.

Daqui pra frente passo a bola para o Vinícius, camaradérrimo CEO do Baron´s Hell, um blog fodido de metal, que ficou encarregado de fazer a resenha, já que faço parte de uma das bandas e organização do fest (Leia “tive que ficar no caixa lá fora enquanto as bandas os divertiam a valer”).   

Se liga ae que daqui pra frente quem tá falando é este senhor de Misfits aí da frente: 

Sábado passado colei ali no Sattva Bordô na Praça Roosevelt, local que fui vizinho durante 2 anos e nunca compareci pra ver alguma coisa e agora que tô morando longe, calhou de ir porque precisava assistir as bandas do Rot Yeah!.

O evento em questão abrigou a estréia do The Black Coffins, banda em que o Vakka, o senhorio deste blog, faz sua interpretações vocais. Ainda trouxe no line-up 3 outras bandas, que nos fazem acompanhar esta porra de som extremo e sentir o frescor de que algo de bom ainda está sendo feito na nossa quebrada, ou seja, tínhamos a companhia do João e Barata com o TEST, Kexo e Coroner com o Infamous Glory e o demolidor Noala (a surpresa pra mim no dia).

Sem lambeção de saco (porque o blog é dele), eu criei uma expectativa pra conferir os Caxão Preto ao vivo, pois sinceridade, eu devo ter escutado umas 10 vezes cada música do EP que vai sair em split com o Infamous Glory. E porra, num é que os manos supriram a bagaça, achei foda conferir o death/dischargeano dos caras, tá redondo essa porra.

O set durou 30 min no máximo, deve ter sido menos, com 7 músicas executadas, além das 4 músicas do EP (ao qual eu pirei na Sunsets in a Tomb Sky), tiraram uma nova, Chambers of Eternal Sleep, mais lenta que as demais e um cover do Discharge (The Possibillity of Life´s Destruction) e outro do Celtic Frost, Dethroned Emperor, ao qual eu só identifiquei o Celtic Frost porque sou tosco.

O Black Coffins além do Vakka que fica vermelho vociferando, tem o Junera na guitarra, Andre (vulgo @andre_beer ao qual eu conheço pelo tuite) no baixo e o Mario Rabelo na batera.

Finado o Caxão, colei lá fora fumar e fofocar. Logo em seguida o Jõao e o Barata com o Test, o furacão de 2 homens. 

Já tinha presenciado o massacre deles lá no Espaço Soma, nos vídeos open air de livre espontânea vontade que eles causaram e foi fodido vê-los novamente.

Com certeza eles devem ter tocado “Ele Morreu Sem Saber o Porquê” e “Carne Huamana” (adoro estas duas) e outras músicas tanto da demo “Jesus Doom” quanto do “Carne Humana”, porém quem se importa quais ou qual.

A capacidade de destruição deles é diversão garantida, deixa a maioria hipnotizada e repito mais uma vez como todos que presenciaram, dá medo ver o quanto este franzino Barata maceta esta batera, porra.








A noite já tava garantida com o Black Coffins e Test, mas agora era a hora da segunda banda de nome composto da noite, o já famoso Infamous Glory =D.
Assisti o IG uma vez ano passado e gostei mais do que no ano passado, achei que ao vivo o som tá mais encorpado.




O set começou justamente com uma das músicas que eu mais gosto “Sawed Flesh Pieces”, acho que foi uma das que mais ouvi deles também.


As demais eu não conhecia (não saco as músicas do EP, pois não ouvi muito), mas é aquilo, os caras surgiram no rolê fazendo death ao contrário, enquanto milhares tentam ser o novo Krisiun eles foram mais lentos brincando de Entombed e Obituary (mais o primeiro que o segundo) inclusive homenageando as duas fontes com Threatening Skies (fudido!) e Wolverine Blues.






Depois disso foi a vez do Noala e aqui eu respiro fundo. Caralho, eu não esperava por duas paredes sonoras me esmagando, pois foi exatamente o que eu senti.
O Noala que pra mim até então era desconhecido, faz um som numa vibe Neo-Sludge ou sei-lá-o-que-se-chama-isto e, se ouvi-los no MySpace como estou fazendo neste exato momento, já é uma experiência e tanto, imagine isso ao vivo.


Acuador e opressor. Esta é a banda que deveriam por em Guantánamo pra torturar, nego iria mijar sangue fácil. Não, não que seja uma tortura ouvi-los, é que é uma experiência sonora que dá medo. Acho que foram 40 a 50 minutos de som e 4 músicas executadas (não as conhecia).


“Tenho que ver isto novamente” é um mantra que tenho repetido algumas vezes durante a semana que sucedeu ao fato.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

  1. intervalobanger posted this
blog comments powered by Disqus