Play Slow or Die Fest - O Rolet

Senhores,

Esse fim de semana tive um péssimo exemplo do que é uma organização patética de show. Não sei oque eu esperava, pois fui alertado, não só uma vez que sendo dos organizadores que eram, chances reais de 99,9% para dar alguma merda. Vai Pracil!

Opa, mas o Pracil, nossa terra tão amada ¬¬ definitivamente não tem nada a ver com isso, organização irresponsável não é culpa de mais ninguém além do próprio organizador, que faz sua fama.

O “causo” que vou lhes contar agora é o oposto absoluto. E eu presenciei, não foi ninguém que me contou.

O Festival Play Slow or Die ocorrido na tarde (para a noite) de 04/12, foi um espetáculo. Daqueles onde quem esteve lá ainda vai comentar por muito tempo. 

Não tinha luxo, o lugar era pequeno, o equipo era extremamente limitado (tanto que os bateristas nos proporcionavam um show à parte com arremessos de pratos) mas os caras tiraram literalmente leite de pedra. Claro que nenhum desses fatores é relevante quando você tem vontade de fazer a coisa dar certo, afinal, se você tem ou já teve uma banda (e posso falar pelo rolet paulistano apenas) sabe a dificuldade que é conseguir alguma coisa bacana. Então todos os fatores citados acima não são relevantes, desde que você chegue lá e mostre a que veio e faça o melhor dentro das suas possibilidades e limitações. 

E é por isso que antes de comentar sobre as bandas eu queria parabenizar os organizadores Augusto (Vocal, O Mito da Caverna) e o Bonga (Vocal, Kroni) que fizeram um execelente trabalho gráfico no flyer, video no youtube muito bem editado, tinha até wallpaper com a ilustração feita exclusivamente para o fest.

Definitivamente isso é coisa que não vemos NUNCA por aqui. Uma proposta digna de festival gringo (dado as devidas proporções) mas que simplesmente superou tudo oque eu esperava e exatamente o que eu estava procurando para divulgar no blog.

Nota 1 - NUFF SAID!

Nota 2 - Os ponteiros dos relógios marcam a hora do Baphomet.

Nota 3 - Eu tava de CET do Metal lá, se a banda subisse, eu anotava a placa no meu caderninho. Sabia que o post podia não sair tão rápido, o que me faria esquecer detalhes importantes.

Pelo que o Augusto me falou, o Qerbero era a banda para fechar o fest, porém a banda de abertura, o Visão V, teve algum problema e assim trocaram a ordem.

Essa foi a primeira surpresa da noite. Eu só tinha ouvido um som no myspace dos caras, mas era gravação ao vivo, e geralmente não sou de julgar uma banda nessas condições. Seja boa ou ruim, a música ainda não tem uma forma. Você não pode dizer se está boa ou não porque ainda nasceu. Só depois de gravada, você tem um parametro para comparação, logo diz se é ta melhor, igual ou pior à que ouviu de estudio. 

Porém estou aqui pra resenhar o show e não o cd. A primeira música, Catastase, tem o vocal mais berrado baixista Lucas, que já mostra a que vieram. Puta sludge oldschool que na hora só me vinham à mente Jumbo´s Killcrane, Iron Monkey e Eyehategod… e porra, só por isso já estaria bom, mas os caras me lançam um segundo som, Uno, com o vocal do Felipe numa outra praia, muito mais pro Kirk Windstein (e aliás o filho da puta segurou muito bem a onda com esse vocal), e com umas dobras de guitarra que puta que pariu, ganharam meu coraçãozinho lotado de satanismo bubônicamente popular.

O show correu assim, musica com um e com o outro cantando, sempre nessa vibe até fecharem com Maquinária que tem uma intro maravilhosa.

Show excelente, espero pelos próximos e material gravado logo.



Meu amigos, tão vendo esse ogro aí na foto? Ele deve ter aprox. 4 metros de altura (quando se olha de baixo, como no meu caso, com 1,70m). Esse é o Augusto, o organizador e vocal do O Mito. 

Nós não nos conhecíamos pessoalmente, então ele veio falar comigo e perguntou:

  • "Você é o Vakka?" e eu quase, juro que quase disse:
  • "Não, Vakka é aquele cara ali na porta do bar" - apontando para um amigo meu.

Porra, vai que eu tivesse devendo alguma coisa pra ele… alguém deveria pagar e que não fosse eu hehehehe

Proseamos um monte, até que finalmente foi a vez da banda dele, e caras, eu fiquei completamente chocado com o que eu vi/ouvi. Que banda, senhores!

Do momento que o show começou até os décimo minuto ainda não tinha rolado nada, a não ser um drone (opa, e é possível fazer isso num equipamento daquele. - porra caras, se vcs soubessem o que esses caras fizeram!) num baixo com a distorção no talo, a guitarra aberta e a bateria se intrometendo de vez em quando, fazendo um puta clima… essa intro criou uma vibe que quando a música entrou de fato com o vocal, era tudo tão arrastado, monótono e monolítico (acima de tudo) que a galera se olhava se perguntando “O que porra tá acontecendo?”. O Paulo, que me acompanhava, quando foi trocar as lentes da camera, olhou pra mim e disse: “Puta que pariu, que banda foda!”, e essa foi toda nossa comunicação durante os shows.

Eu tava procurando uma frase melhor e alguém a quem eu pudesse dizer, mas ele foi mais rápido.

Aquela merda era The Real Deal! - sério, se você estava procurando por música lenta, esses caras somam tudo isso, sem parecer cafona, ou ter intromissão de partes “só pra quebrar o clima”. O som desses caras é um mix do que o dISEMBOWELMENT faz nas partes mais arrastadas, ou o WINTER, ou ESOTERIC, só que com todo o charme do CORRUPTED  e os franceses do MONARCH! (como ele deixou claro).

A banda tocou duas músicas: "O Enterro de Sara" e “Sobre Um Cavalo Morrendo" - segundo ele me contou a musica baseia-se numa história de infância, em que ele viu de fato um cavalo morrendo e descreve os detalhes da cena. Ambas juntaram-se perfeitamente, puta sintonia com aquele barulho e lentidão… uma massa sonora medonha, meus amigos. 

O show foi um verdadeiro funeral, liderado por vocalista excelente. O cara tem um punch cavernosíssimo na voz, certamente meteria medo até no chinelo que sua mãe deixava preparado pra te dar uma surra quando vc tirava nota baixa na escola.

Altamente recomendado, um dos melhores shows que vi no ano, por uma das bandas mais fodas que eu já vi no cenário underground por aqui.

Nota. Tanto foi foda que eu queria que eles acabassem logo pq queria ligar pra alguém pra contar o que tinha acabado e ver e se pá cumprimentar os caras logo hahahah. Simplesmente perfeito! - Pronto, babei meu ovo, agora quero meus 10 reais heheh




Essa é a banda do @bongaraid, truta que me manda uns sons espetaculares, vez ou outra, também organizou o fest com o Augusto e puta que pariu, que tarefa esses manos tinham de entrar depois do Mito da Caverna.

O rolet passava da metade ainda… depois de um estouro que foi o segundo show, veria ainda essa banda que só teve elogios de todos que me falavam sobre eles.

Quando o Kroni começou, foi o momento de maior público, foi ali que eu vi que realmente tinha muito mais gente do que eu tava esperando. E os caras corresponderam a altura. Mandaram um Sluge/Crust, se é que esse termo existe, mas é impressionante como o vocal do Bonga parece que com o do The Baron Rockin Von Aphid, do AMEBIX. O som do Kroni de longe foi o que mais empolgou, e tirando o contraste com a banda anterior, fez por onde.

Todas as músicas são excelentes! puta punch com uns riffs muito metal e todos tocam muito! Na real foi a banda com mais influência metal da noite.

Além do Amebix ainda tem pra caralho do MORNE, GRIEF e tudo que você possa imaginar de um bando de cröst que um dia resolveu tocar devagar.

O show começou com Weight of the Sky que tá lá no myspace deles mas, o bicho ferveu mesmo quando rolou o cover da Arise do próprio Amebix. O espaço que já era pequeno foi tomado pela banca e todo mundo cantando ARISE! em coro. Uma cena espetacular, pelo menos de onde eu estava.

Puta show foda, os caras tem uma puta presença de palco do cacete! E com a galera toda em volta, ficou um puta clima “join us”.




E eis que chegou, denovo, a hora dos moços! Eu não estava mais esperando muita coisa porque os caras atrasaram no começo (e porra man, eu sou chato com atraso, não por ser um velho ranzinza, mas acho falta de respeito com toda a galera envolvida) foi também a banda mais demorada a montar as coisas e tudo mais, mas resolvi ver qual era, afinal me disseram que a banda era boa e tudo mais. 

Não me arrependi. a banda na real não só é boa, mas tinha um baixista completamente insano, os caras tocavam e cantavam pra caralho, aliás o guitarra e vocal Renato, também toca no Kroni e malandro, esse mano toca demais! Fora a postura no palco. Essa banda foi definitivamente mais uma surpresa!

O som dos caras lembra pra caralho o GODFLESH do Streetcleaner com o MASTODON do Remission (entenda que isso é, obviamente, guardando as devidas propoções).

O som já estava um pouco mais embolado no show deles, e olha que eles foram a banda com a formação mais enxuta do rolet todo, Power Trio. Porém aos pouco melhorou e terminou que em um show que eu tava meio sem vontade de ver pelo atraso, foi do caralho.

A real é que todas as bandas foram muito além do que eu esperava. O rolê também foi do caralho, conheci uma caralhada de gente massa que, ou só tinha rolado ideia por email/msn, ou tavam la moscando e foram parados pelo Bonde do IB pra rolar uma prosa.

Resumindo, o fest foi um tapa na cara desses organizadores de bosta, pseudo-cheios de contato, pseudo-alguma coisa, pseudo-fazem acontecer. Com os manos ae, o bagulho acontece à vera!




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